Marília

Ex-moradores do CDHU reclamam de atrasos no auxílio; Prefeitura nega

Moradores da CDHU durante tratativas sobre remoção (Foto: Gustavo César/MN)

Antigos moradores do Conjunto Habitacional Paulo Lúcio Nogueira da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) – que foram realocados para outras casas com o auxílio do aluguel social -, entraram em contato com o Marília Notícia para reclamar em relação a um suposto atraso no pagamento do benefício. A Prefeitura diz que parcelas estão em dia.

“O combinado era dia 10 e nada. Por conta disto, o banco cobrou juros de R$ 70 por um dia de atraso e para nós já está difícil pagar um aluguel acima do valor do benefício. Não acha casa de aluguel por R$ 600”, reclama uma das moradoras que preferiu não se identificar.

O Marília Notícia buscou saber o motivo do suposto atraso e a Prefeitura informou “que vem cumprindo rigorosamente o cronograma de desocupação dos apartamentos”.

“A Prefeitura reitera que, conforme decisão judicial, o direito ao auxílio-mudança e auxílio-moradia é exclusivo dos moradores e não aos respectivos proprietários dos imóveis. Comunica que as equipes de servidores municipais e de técnicos da CDHU estão em permanente atendimento às famílias, prestando todos os esclarecimentos possíveis. O benefício só é depositado ou transferido via cheque-administrativo, após confirmações e checagens de dados. Erros em informações transmitidas pelos moradores – como números incompletos de contas bancárias – bloqueiam a transferência”, complementa a assessoria em nota.

Ainda de acordo com a administração municipal, houve a identificação, por exemplo, de duplicidade de moradores em um mesmo apartamento ou por razões de proprietários assinarem os termos ao invés dos moradores de fato. “O plantão ocorre toda segunda-feira, a partir das 18h, na escola municipal Antônio Moral, localizada ao lado dos predinhos do CDHU. Além disso, a equipe do Centro de Referência em Assistência Social (Cras) Rosa Modelli, que funciona no bairro, está sempre à disposição para esclarecimentos”, informa.

“Toda a operação de desocupação é acompanhada pelo Ministério Público, Justiça, Governo do Estado de São Paulo e Prefeitura de Marília”, conclui a assessoria da Prefeitura. A administração reitera ainda que teve acesso à uma de lista de moradores que fazem reclamações sobre o pagamento e, em decorrência disto, fará uma checagem para confirmações, visando verificar se são moradores ou proprietários.

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Gustavo César

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