Flávio Alpino ganha quase R$ 21 mil em Brasília.
O extinto jornal Correio Mariliense acumula dívidas com fornecedores, prestadores de serviços e ex-funcionários. Ao mesmo tempo, um de seus sócios, Flávio Rogério Alpino, ocupa a Superintendência Estratégica e de Gestão do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), em Brasília (DF).
Trata-se de um Serviço Público Federal e o cargo ocupado por ele é de livre provimento, ou seja, “função de confiança”, o famoso cargo comissionado. De acordo com informações oficiais, o salário é de R$ 20.970,31.
A reportagem do Marília Notícia apurou que Flávio conseguiu a indicação para o cargo com a ajuda de um antigo grupo político de Marília, o qual ele tem íntima relação.
Funcionários do Confea ouvidos pelo MN afirmam que Alpino ocupa o posto desde novembro de 2016 – logo após o término das eleições municipais.
No cargo, Alpino chefia a superintendência responsável por três unidades operacionais do Confea: a área de comunicação, a de tecnologia da informação e o planejamento e gestão.
Em março, ele foi sorteado entre outros funcionários da entidade federal para compor a Subcomissão Técnica, relativo à concorrência que visa a contratação de agência de propaganda para prestar serviços de publicidade ao Confea. O valor do contrato é superior a R$ 26 milhões.
Vale lembrar que Flávio Alpino também foi diretor da TV Marília e é sócio justamente de uma agência de publicidade – a Saecom. A emissora paga, sintonizada pela sistema a cabo na região, é de propriedade de sua família.
Enquanto Flávio Alpino ganha o suficiente para viver uma vida de luxo em Brasília, os ex-funcionários do Correio Mariliense e atuais trabalhadores contratados pela TV Marília sofrem para receber seus direitos e salários.
Em fevereiro o MN noticiou a greve deflagrada por funcionários da TV Marília por falta de pagamento e recorrentes atrasos. Ex-funcionários da TV também apoiaram o movimento e surgiram denúncias de pessoas que esperam há mais de seis meses pelo acerto.
Entre o final do ano passado e o começo deste, aos empregados eram pagos apenas pequenas frações do salário, entre R$ 200 e R$ 300.
Atualmente, funcionários disseram que os atrasos continuam. Uma pessoa demitida logo após a greve, afirma que briga na Justiça para receber seus direitos. É o mesmo caso de muitos outros.
No caso dos ex-funcionários do Correio Mariliense, as indenizações pedidas na Justiça somam valores altíssimos.
Vale ressaltar também que durante um longo período no governo municipal de Vinícius Camarinha (PSB), a TV Marília recebia cerca de R$ 24 mil por mês da Prefeitura em publicidade.
Flávio Alpino não foi localizado para comentar os processos que enfrenta na Justiça. O espaço está aberto para manifestações.
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