Polícia

Ex-delegado chefe da PF de Marília é preso

O ex-delegado chefe da Polícia Federal de Marília, Sandro Viana dos Santos (esquerda).

A Operação Corrumpere prendeu no último sábado (25) o ex-delegado chefe da Polícia Federal de Marília, Sandro Viana dos Santos, em Londrina (PR) acusado de extorsão.

Cerca de 40 policiais federais cumpriram 6 mandados judiciais, sendo 2 de prisão preventiva e 4 de busca e apreensão, todos na cidade no norte paranaense. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Federal Criminal de Londrina.

As investigações apontam que o delegado de Polícia Federal solicitou vantagem indevida ao proprietário de uma empresa de segurança privada. Em troca, o policial deixaria de realizar o indiciamento formal do empresário em inquérito policial que apurava sua conduta.

Os presos, na medida de suas participações, poderão responder pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e peculato. Eles serão transferidos para Brasília.

A denominação Operação Corrumpere é uma referência ao ato de corromper, “que causa a destruição das instituições públicas, maculando a estrutura de um País, causando em última instância prejuízos incalculáveis à nação”, segundo informou a PF.

A prisão do ex-delegado chefe da PF de Marília foi feita enquanto ele dividia uma propina de R$ 35 mil com um intermediador, Clodoaldo Pereira dos Santos, que teria ajudado a cobrar o dinheiro do empresário do ramo de vigilância.

Responsável pela operação Corrumpere, o delegado Felipe Barros Leal, explicou que Sandro Viana ficaria com R$ 20 mil e o intermediador com R$ 15 mil.

Marília

Em 2005 Santos assumiu a chefia da delegacia da PF de Marília, onde comandou diversas operação relacionadas ao crime organizado.

Ele inclusive dirigiu a ação que prendeu o ex-delegado Washington da Cunha Menezes e vários servidores federais, na Operação Oeste, deflagrada em abril de 2007.

Santos chefiou a PF até meados de 2009, ocasião em que foi substituído por Anílton Roberto Turíbio. Antes de ser transferido para Londrina, ele ainda continuou atuando por algum tempo em Marília.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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