Esportes

EUA se consolidam como favoritos para sediar a Copa de 2026

A Fifa permitiu que a candidatura do Marrocos para sediar a Copa do Mundo de 2026 seja mantida, mas alertou que o país conta com sérios problemas para receber o primeiro Mundial com 48 seleções e deixou claro que todo o favoritismo está com o projeto conjunto de Estados Unidos, México e Canadá.

Nesta sexta-feira, a entidade publicou o relatório de avaliação das duas candidaturas no páreo. De um lado, o projeto da América do Borte recebeu elogios e quatro pontos, numa escala que vai de zero a cinco. Já o Marrocos recebeu apenas 2,7 pontos. O país africano seria eliminado se somasse menos de 2,5 pontos.

O Estado apurou que, durante o dia, técnicos da Fifa tentaram até mesmo eliminar a candidatura marroquina. Mas o custo político, principalmente na África, seria elevado para o presidente Gianni Infantino.

A decisão sobre a sede de 2026 ocorrerá no próximo dia 13, em Moscou. Essa será a primeira vez que todas as federações nacionais – são 209 – votarão para definir a sede da Copa desde os anos 1960. Além disso, os votos serão publicados. As mudanças ocorreram depois dos escândalos de corrupção envolvendo a concessão do Mundial de 2018 e 2022 para Rússia e Catar, respectivamente. Até então, apenas os 24 membros do Comitê Executivo da Fifa tinham o poder de votar e, ainda assim, de forma secreta.

Apesar da nota baixa, os organizadores marroquinos optaram por comemorar. “Mostramos que estamos no mesmo nível das grandes nações”, disse Boulay Elalamy, presidente do comitê de candidatura do Marrocos.

POLÍTICA – De fato, a avaliação negativa sobre o Marrocos não significa o fim da disputa. Não são poucos dentro da família do futebol que insistem em lembrar que o Catar foi a candidatura que recebeu a pior nota em sua corrida para sediar a Copa de 2022. E, quando a votação foi realizada, ganhou por uma ampla margem de votos contra EUA, Japão e Austrália.

A partir de agora, os votos serão definidos com base em alianças políticas, interesses comerciais e barganhas. Mesmo que a Fifa tenha insistido que a avaliação deve servir de base para a escolha, nem os norte-americanos e nem os marroquinos estão dispostos a abrir mão da política.

O próprio presidente dos EUA, Donald Trump, tem usado viagens de presidentes africanos para Washington para cobrar apoio à candidatura norte-americana. Do lado africano, a presença do Marrocos se transformou em um assunto de estado no continente.

Mas a política também ocorre dentro da Fifa. Fontes do lado marroquino sugerem que houve uma posição tendenciosa por parte de Infantino, em apoio aos americanos. De um lado, ele estaria interessado na renda recorde que a Copa geraria nos EUA e seus vizinhos. De outro, estaria disposto a “compensar” os americanos pela humilhação que sofreram ao perder o direito de sediar a Copa para o Catar.

Agência Estado

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