Os governos dos Estados Unidos e do Japão anunciaram ontem acordos na busca de garantir doses de vacinas ainda em estudo para a covid. A estratégia já havia sido adotada anteriormente pelos EUA.
As farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram que fecharam acordo com o Japão para fornecer 120 milhões de doses de um imunizante experimental no 1º semestre de 2021. O valor do contrato não foi revelado, mas as farmacêuticas afirmaram que os termos foram baseados no volume de vacinas e na data da entrega. Os EUA assinaram acordo similar com as duas companhias, em que foram pagos quase US$2 bilhões (R$10 bilhões) por 100 milhões de doses. Equivale a US$39 (R$202) para o que o que provavelmente será um tratamento de duas doses.
Além disso, a farmacêutica Daichii Sankyo, com sede no Japão, está em discussões para fornecer suprimentos para a candidata a vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford para uso no país asiático.
Já o governo americano pagará US$2,1 bilhões (R$10,9 bilhões) para as farmacêuticas Sanofi e GlaxoSmithKline por vacinas para 50 milhões de pessoas e também para garantir os testes e fabricações. As empresas divulgaram a informação ontem. O valor pago é o maior até agora pela Casa Branca no esforço de acelerar o acesso a vacinas e terapias para covid, que já injetou mais de U$ 8 bilhões para garantir sete produtos distintos em fase de estudo.
O acordo, anunciado pelos departamentos de Saúde e Serviços Humanos e de Defesa dos EUA, funciona a um custo de cerca de US$ 42 (R$217) por pessoa imunizada. O negócio fechado com a Sanofi-GSK se refere a 100 milhões de doses, duas por pessoa, e dá ao governo a opção de comprar 500 milhões de doses por preç o não especificado.
Pfizer e BioNTech começaram esta semana a fase 3 da testagem, em que o imunizante é aplicado em larga escala em voluntários para checar a eficácia e segurança. Se houver sucesso nos teste, as empresas dizem que estão no caminho para buscar regulamentação já em outubro. Já a Sanofi e a GSK planejam iniciar testes em humanos em setembro. (Com agências internacionais)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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