A veiculação de uma fake news envolvendo jovens estudantes que atuam em um projeto educacional e social em Marília gerou preocupação, constrangimento e prejuízos ao trabalho desenvolvido pelo grupo.
A informação falsa, divulgada nas redes sociais, insinuava que os participantes seriam “golpistas” que estariam batendo de porta em porta para enganar moradores — afirmação desmentida pelos próprios estudantes e pela coordenação do projeto.
A estudante Esther Eduarda, líder da equipe que atua na cidade desde dezembro, explicou que o grupo integra um projeto estudantil internacional, credenciado pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp) e pelo Instituto Vida, com atuação regular em diversas cidades do Brasil e de outros países.
Segundo ela, o trabalho consiste em visitas domiciliares para apresentação de literaturas voltadas à saúde física, emocional e espiritual, com foco em educação, bem-estar e cuidados preventivos. Além de levar informações às famílias, o projeto também possui uma dimensão educacional direta.
“É uma via de mão dupla. Nós levamos saúde às pessoas, mas também conseguimos realizar o sonho de estudar ou continuar estudando. O projeto ajuda jovens a financiar a própria formação”, afirmou Esther.
Desde que chegaram a Marília, no fim de dezembro, os estudantes têm percorrido bairros de diferentes regiões da cidade. A permanência está prevista até o início de fevereiro. No entanto, a rotina foi impactada pela divulgação da notícia falsa, que colocou em dúvida a idoneidade do grupo e gerou receio entre moradores.
“Somos estudantes. Estamos trabalhando, estudando e ajudando pessoas. Ser acusados de golpe é algo muito sério. Lidamos com moradores e famílias, e essa fake news prejudica a confiança e a integridade de todos nós”, declarou Esther.
Até o momento, não há qualquer indício de ilegalidade por parte dos jovens, e a atividade desenvolvida pelo grupo não tem relação com práticas fraudulentas.
A orientação das autoridades é para que a população tenha cautela antes de compartilhar conteúdos alarmistas e que, diante de suspeitas, busque canais oficiais, como a própria Polícia Civil, a fim de evitar a propagação de desinformação que pode prejudicar pessoas inocentes.
Os estudantes seguem atuando em Marília e afirmam estarem à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas e dialogar com a comunidade.
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