Marília

Escritor mariliense promove café literário nesta segunda

Capa do romance policial ‘A próxima Colombina’: a leitura flui

“Sueli desligou o telefone. Ouviu, logo em seguida, o barulho de um automóvel em baixa velocidade passar em frente à sua casa, manobrar na próxima esquina e retornar. O medo voltou a bater na professora que, cuidadosamente, tentou olhar pela janela para a rua. Viu um carro verde com um homem no volante, parado na frente da casa dela. O vidro do passageiro foi baixando devagarzinho e, lá no volante, ela só conseguiu enxergar um par de luvas brancas acenando para ela. O medo a paralisou”.

Este é um trecho do romance policial ‘A próxima Colombina’ [editora Carlini&Caniato], do escritor Ramon Barbosa Franco, que será tema do café literário desta segunda-feira, dia 3 de abril, véspera do feriado de aniversário de Marília, no restaurante Ravenite, na rua Carlos Botelho, nº 10 [em frente à praça da nova avenida Cascata, na zona Leste de Marília].

Café literário e a mostra ‘Cidade Invisível’, do fotógrafo Marcelo Sampaio, dialogam com o aspecto criativo a partir do ambiente urbano de Marília. “Em ‘A próxima Colombina’, mesmo não fazendo referência direta ao município de Marília, muitos leitores conseguem identificar alguns cenários e paisagens que originalmente fazem parte do clima urbano de Marília”, observou o escritor e jornalista Ramon Barbosa Franco. O evento está programado para começar às 21 horas e o restaurante elaborou um cardápio especial para a noite. Durante o café literário exemplares do romance policial ‘A próxima Colombina’ estarão sendo comercializados a preços especiais. Organização informou que haverá sorteios de livros.

“Dividido em 12 capítulos, ‘A próxima Colombina’ conta com um ótimo material gráfico e um bom trabalho de diagramação. Vale a pena salientar que a capa do designer Marcelo Cabral é uma verdadeira obra de arte e certamente favorece o clima para o suspense policial”, escreveu o crítico literário Arthur Gueanori em resenha sobre o romance policial de Franco.

Leitura flui

“A primeira coisa que chama a atenção é a falta de títulos para cada capítulo, o que não gera antecipação dos acontecimentos e fatos, proporcionando uma experiência agradável de leitura, deixando o gostinho de quero mais. Trata-se, portanto, de um romance policial que não nos apresenta o que virá; suspense que faz a leitura fluir.O autor optou por uma construção com muita narração e pitadas de descrição. Tudo isso favorecido pelo foco narrativo escolhido: um narrador em terceira pessoa, que apresenta a história para o leitor com tanta naturalidade que me inclina a dizer o quanto se parece com uma câmera de cinema fluindo a história numa grande tela, porém essa tela é nossa mente”, analisou Gueanori.

Café literário acontece nesta segunda-feira, a partir das 21 horas

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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