Marília

Aulas voltam ao presencial, mas com horários reduzidos

Alunos da Emei 1, 2, Feijão com Arroz (Foto: Divulgação)

Horários reduzidos e diferenciados – para adaptação – geraram pouca procura no primeiro dia com liberação de até 100% das aulas presenciais em Marília. Desde esta segunda-feira (16), as escolas instaladas na cidade já podem receber todos os alunos, desde que mantenham o distanciamento social.

A medida teve impacto, principalmente, nas unidades escolares mantidas pela Prefeitura. Na rede estadual, cada escola têm seu plano de retorno, que considera o número de matriculados e o espaço disponível. Por isso, o ensino híbrido prossegue.

Já nas escolas de ensino fundamental do município, que trabalhavam de forma totalmente remota, o dia foi marcado por ajustes. Horários de intervalos das aulas, entrada e saída de alunos foram alterados, o que impõem desafios aos pais.

Alunos da rede municipal em sala de aula (Foto: Divulgação)

CRECHES

Com a volta do ensino infantil, pais e responsáveis por crianças menores, matriculadas em creches e berçários do município, cobram a retomada do acolhimento dos pequenos em sala de aula. O assunto está na pauta da Secretaria Municipal da Educação.

Funcionária pública estadual de 28 anos, que pediu para ter o nome preservado, relatou ao Marília Notícia que foi obrigada a incorporar o custo de uma escola particular para a filha de três anos. “Acho muito injusto isso. Se pagando podemos ter creche, mesmo com pandemia, porque a Emei não pode funcionar?”, questiona.

Ela e o marido trabalham presencialmente e, antes da crise sanitária, contavam com uma escola da rede. “[Agora] quase metade do meu salário é para pagar a escolinha”, lamenta.

Conforme apurou o Marília Notícia, reunião na próxima terça-feira (24) deve decidir a questão. Os próprios profissionais da rede – que sentem a pressão dos pais – têm levado à Secretaria a inquietação das famílias.

“A tendência é de voltar as Emeis do ensino não obrigatório. Os funcionários estão cedidos para as Emefs, ansiosos para retornar ao local de trabalho de origem. Os pais têm cobrado bastante e, com o avanço da vacinação, está fazendo pouco sentido o remoto para os bebês”, conclui uma fonte ao MN.

Aluno na rede com peças para montar (Foto: Divulgação)

Crianças fazem refeição (Foto: Divulgação)

Carlos Rodrigues

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