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ES contabiliza 75 assassinatos após greve da PM

Corpo é conduzido por membros do Instituto de Ciência Forense em Vitória.

Cerca de 200 veículos foram roubados no Espírito Santo só na segunda-feira (6), segundo o Sindipol-ES (Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo). O número de ocorrências é dez vezes a média verificada pela Polícia Civil no Estado, que é de 20 casos diários.

Os casos de homicídio também explodiram no Espírito Santo. Foram contabilizados 75 assassinatos em todo o Estado, de sábado (4), quando teve início o movimento de familiares de policiais militares do Espírito Santo, até hoje, também segundo informações do Sindipol-ES.

Dez dessas mortes aconteceram na última madrugada. Ninguém foi preso por homicídio.

O presidente do sindicato, Jorge Emílio Leal, disse que a Polícia Civil não tem efetivo suficiente para investigar os crimes. “A demanda cresceu geral, não foram só os homicídios. As delegacias estão assoberbadas. Há uma demanda muito grande de casos de roubo. Os de carro explodiram, com vários casos, inclusive de roubo à mão armada”, disse.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado não confirma os números, pois ainda está fazendo o levantamento. Ontem, em entrevista à rádio BandNews FM, o secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia, admitiu o aumento no número de mortes. “Não fechamos ainda os números porque a prioridade agora é outra. Mas temos um aumento no número de homicídios no Estado nos últimos três dias. Não há como negar isso.”

O presidente do Sindipol disse que, em “condições normais”, ou seja, sem o caos na segurança pública que se instalou no Espírito Santo desde a paralisação dos policiais militares, a situação da Polícia Civil já era crítica. “Há décadas que não há investimentos, que o efetivo não é reposto, que não é feito concurso público. A situação se agravou com o movimento dos policiais militares, virou um caos total”, afirmou.

DML lotado de corpos

As geladeiras do DML (Departamento Médico-Legal) estão lotadas de corpos de pessoas assassinadas nos últimos quatros dias. “A média geral era de dois a três corpos dando entrada no DML. Esse número explodiu. O DML só comporta cerca de 40 corpos”, informou.

Para desafogar o DML, a Secretaria de Saúde disponibilizou a estrutura do SVO (Serviço de Verificação de Óbitos) que funciona no Hospital Estadual São Lucas e no Hospital Estadual Dr. Jayme Navarro.

Segundo Jorge Emílio Leal, devido ao aumento da demanda, o DML está contando com o trabalho de dois médicos legistas e quatro auxiliares de perícia médico-legal. “Numa situação normal, trabalham um médico legista e dois auxiliares”, explica.

Fonte: Uol

Marília Notícia

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