Marília

Epidemia da dengue se agrava com quase quatro mil positivos

Marília enfrenta um surto preocupante de dengue, com quase quatro mil casos confirmados da doença e outros 7.238 em investigação. Além disso, a cidade registrou cinco mortes e outras nove seguem em análise para confirmação.

Segundo dados do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies), Marília já conta oficialmente com 3.951 casos confirmados da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e pode ultrapassar a marca de quatro mil casos ainda nesta semana.

Entre as notificações, há 10 registros de gravidade e 171 com sinais de alarme. A diferença entre a dengue grave e a com sinais de alarme está na intensidade dos sintomas e no risco que cada quadro representa para o paciente.

A dengue com sinais de alarme é caracterizada por dores abdominais intensas e contínuas, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, sangramentos nas mucosas, letargia ou irritabilidade. Já a grave ocorre quando o paciente apresenta choque, síndrome do desconforto respiratório agudo, hemorragias graves ou disfunção grave de órgãos, podendo levar à morte se não houver atendimento médico rápido.

ATENDIMENTOS

Os três polos de atendimento aos pacientes com qualquer sintoma de dengue, implantados pelo prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) no último dia 10 de fevereiro, já ultrapassaram a marca de 15 mil pessoas em 36 dias de funcionamento. Até as 12h desta segunda-feira (17), foram 15.007 atendimentos.

Do total, o polo central, que fica na sede da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD), na avenida das Esmeraldas, 1.001, que funciona 24 horas, realizou 10.773 atendimentos, representando 71,79%.

Em seguida vem o da zona sul, que fica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Marília, com 2.782 atendidos (18,54%); e depois o da zona norte, na UBS Santa Antonieta, com 1.452 atendimentos (9,67%). Os dois postos funcionam das 15h às 21h.

SINTOMAS E CUIDADOS

Os sintomas da dengue incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares e articulares, fadiga, manchas vermelhas na pele e sangramentos leves. Em casos mais graves, pode haver queda brusca de pressão e dificuldade respiratória. Diante de qualquer sintoma, é essencial procurar uma unidade de saúde para avaliação e monitoramento.

Os cuidados para prevenir a dengue envolvem eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Isso inclui evitar o acúmulo de água parada em recipientes, manter caixas d’água e reservatórios fechados, limpar calhas e ralos regularmente e usar repelentes. Em caso de infecção, é fundamental manter-se hidratado e seguir as orientações médicas para evitar complicações.

Alcyr Netto

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