Marília

Engenheiros, técnicos e estagiários da Caixa visitam a obra da ETE

Equipe realizou também a vistoria e as últimas medições da obra, que está praticamente concluída. (Foto: Mauro Abreu)

No início da tarde desta segunda-feira, dia 2 de dezembro, uma equipe de engenheiros, técnicos e estagiários da Caixa Econômica Federal esteve fazendo uma visita oficial à obra da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) na bacia do Barbosa, que fica na zona sul da cidade.

Da equipe de engenheiros e técnicos estiveram presentes Ronaldo Betetto, Kamila Rossi, Amanda Tokuhara, Felipe Regaçoni, Edmílson Rodrigues, Paulo Oliveira, Sílvio Baptista e Humberto Bortolucci; além dos estagiários Thiago Polido, Thiago Rios e Vinícius Nassula; e do supervisor de Gerência de Governo, Guilherme Camargo Ferraz Costa.

(Foto: Mauro Abreu)

O grupo da Caixa foi recepcionado pelo secretário municipal de Obras Públicas, André Luiz Ferioli; e pela equipe da Replan, formada pelos engenheiros Adalberto Valente e Rodrigo Ercílio Coneglian e pelo técnico de Segurança do Trabalho, Fernando Siman; além do assessor de gabinete Fábio Conti.

Os engenheiros da Caixa também efetuaram a vistoria e as últimas medições da obra, que está praticamente concluída. Está prevista para o mês de dezembro a apresentação oficial da obra da Bacia do Barbosa, que vai atender 85 mil pessoas da zona sul e região central da cidade, gerando 231 litros por segundo de esgoto.

(Foto: Mauro Abreu)

“Foi uma visita bastante positiva. A equipe da Caixa recebeu todas as orientações e pôde conhecer in loco com ficou a ETE da bacia do Barbosa. Além disso, aproveitou também para fazer as últimas medições e constatar que a obra está praticamente finalizada. Agradeço a todo pessoal da Caixa pelo apoio durante toda a execução da obra”, afirmou o secretário André Ferioli.

A ETE da bacia do Barbosa é formada por seis lagoas, sendo duas de aeração, medindo 120 metros de comprimento por 90 metros de largura cada; e quatro de decantação, medindo 120 metros de comprimento por quatro metros de largura cada.

(Foto: Mauro Abreu)

Com relação à parte eletromecânica, foram construídas duas estações elevatórias: uma fica na região do Pesqueiro do Gato e outra no bairro Homero Zaninoto, com duas bombas em cada; além de um gerador e um painel.

COMO FUNCIONA A ETE

O funcionamento da ETE é dividido em sete etapas:

(Foto: Mauro Abreu)

1. Gradeamento – O esgoto que vem das residências contém em média 1% de matéria orgânica e 99% de água. A primeira etapa do tratamento é a retenção de materiais grosseiros, como lixo, em um sistema formado por grades.

2. Desarenação – Na caixa de areia mecanizada, é feita a remoção dos sólidos presentes no esgoto, como areia, pedras, e detritos sólidos de pequeno tamanho, que passaram pelo gradeamento.

3. Geração de Ar Difuso – Três geradores de ar difuso importados produzem o ar que será injetado nas lagoas de aeração, em alta pressão. O sistema é considerado rápido e eficiente, pois potencializa a proliferação de microrganismos que consumirão a matéria orgânica do  esgoto, acelerando o processo biológico devido à utilização do ar difuso. O ar pode atingir uma alta temperatura que pode chegar a 100 graus.

4. Lagoas de Aeração – Já sem sólidos visíveis, o esgoto é enviado para o tratamento biológico na lagoa de Aeração. Lá, ele é exposto à ação de microrganismos que promovem a degradação do esgoto e condensam em flocos, a matéria orgânica, que até então estava dissolvida no esgoto. Nesta etapa são feitas verificações das características do esgoto para adequação do processo de tratamento, tais como a quantidade de ar para a flotação das partículas e a separação da água dos flocos resultante desta primeira etapa de tratamento.

5. Lagoas de Decantação – Após o tratamento biológico, o líquido resultante do processo é submetido a um processo de decantação. Os flocos formados vão para o fundo das lagoas, separando-se da parte líquida, que já está livre de impurezas. No fundo estes flocos se juntam a outros, formando o lodo.

6. Leito de Secagem – O lodo produzido durante o processo de decantação será retirado do fundo das lagoas, desidratado, colocado para secar no leito de secagem e posteriormente será transportado para um aterro sanitário especializado. O material após seco pode ser utilizado em diversas aplicações, desde a construção civil, adubo ou ser descartado em aterro sanitário sem provocar danos ao meio ambiente.

7. Devolução do Esgoto Tratado ao Meio Ambiente – O esgoto tratado é devolvido ao meio ambiente com aproximadamente 99% de pureza. Apesar de não ser potável, a água resultante do processo pode ser utilizada como água de reuso para lavagem de vias e praças públicas, irrigação, ou devolvida aos rios e córregos, sem poluir o meio ambiente, pois seu tratamento possibilita esse retorno à natureza sem nenhum tipo de degradação ou dano ambiental.

(Foto: Mauro Abreu)

(Foto: Mauro Abreu)

(Foto: Mauro Abreu)

Amanda Brandão

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