“Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos.” — Fernando Pessoa
Vivemos um tempo em que o espelho já não reflete o rosto, mas o desempenho.
As pessoas se veem através de telas, métricas e filtros — e quando a imagem não coincide com o ideal, nasce o desassossego.
Pessoa escreveu o Livro do Desassossego antes da internet, mas já falava de nós: de uma alma que sente demais, pensa demais, vive demais — e ainda assim, se sente ausente.
A psiquiatria contemporânea talvez seja o estudo dessa ausência: a ausência de si.
Atendo diariamente pessoas que não estão doentes no sentido clássico — elas estão exaustas de existir. Dormem, trabalham, performam, mas não habitam o próprio corpo.
A medicina pode oferecer diagnósticos, mas o que cura é o reencontro: o gesto de escutar o que não tem nome.
Porque, no fundo, todos nós somos um pouco Pessoa: cheios de outros dentro de nós, tentando se achar entre os espelhos.
E talvez saúde mental seja isso — não apagar o desassossego, mas aprender a viver poeticamente com ele.
**
Dra. Fernanda Simines Nascimento – Médica psiquiatra (CRM-SP 198.541 | RQE 124.287)
A expectativa pelo título já mobiliza os marilienses e as bilheterias do estádio Bento de…
Avenida Tiradentes é a principal interligação entre o Centro e a zona sul de Marília…
Takashi Sonoda morreu nesta segunda-feira aos 66 anos (Foto: Divulgação) Morreu nesta segunda-feira (20), aos…
Advogado Lucas Dantas é pré-candidato a deputado federal (Foto: Divulgação) O advogado Lucas Dantas confirmou…
Ação visa facilitar o descarte correto de materiais inservíveis (Foto: Divulgação) A Prefeitura de Marília…
Caso foi registrado na CPJ e será investigado pela Polícia Civil de Marília (Foto: Alcyr…
This website uses cookies.