Marília

Zona Azul pode perder totens e ter menos áreas de cobrança

Reunião realizada na manhã desta terça-feira (10) terminou com a apresentação de novas medidas para readequação da Zona Azul em Marília.

Na ocasião, a Empresa Municipal de Mobilidade Urbana (Emdurb) anunciou as propostas para os vereadores e um representante da concessionária do serviço na cidade, a Rizzo Parking.

Ainda em fase de elaboração e consulta pública, as medidas preveem a de redução da área cobrada, aumento do tempo permitido na vaga, com a contrapartida de retirada de uma das formas de pagamento da tarifa – os parquímetros.

Na oportunidade, o diretor-presidente da Emdurb, Valdeci Fogaça, se encontrou com o representante da Rizzo, Thiago Balbino, e com os vereadores Rogerinho (PP), Junior Moraes (PL) e Vânia Ramos (Republicanos). O grupo discutiu as reivindicações levantadas pela população em audiência pública realizada sobre o tema em março.

Segundo Fogaça, a empresa responsável pelo estacionamento rotativo aceitou a redução da área de cobrança. De acordo com a proposta, a concessionária abriria mão da taxação na avenida das Esmeraldas e das ruas Taquaritinga, Piratininga e Catanduva.

Também teria ficado acordado o aumento do tempo de permanência na vaga, de 2h para até 3h, além do cancelamento do rodízio rotativo de motos – não haverá mais a necessidade de retirar a motocicleta dos bolsões.

Para promover o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de serviço, com a perda de ganhos nas vias excluídas da área de cobrança, a empresa pede a retirada dos parquímetros [equipamentos de autoatendimento colocados nas esquinas para pagamento da tarifa e retirada do tíquete da vaga].

Outra mudança aprovada em comum acordo entre Emdurb, Câmara e concessionária é a ampliação do número de vendedores nas ruas. Foi aprovada a contratação de mais dez funcionários.

Caso as medidas sejam colocadas em prática, a Zona Azul então ficaria com apenas três formas de pagamento por tarifa: pelo aplicativo on-line, pela compra com um dos vendedores na rua ou em um dos pontos fixos de venda.

Pesquisa apresentada pela empresa aponta que 60% dos usuários do serviço usam o aplicativo, 30% preferem comprar com vendedor na rua, 9% nos pontos fixos e apenas 1% por meio dos parquímetros.

A proposta ainda será elaborada em ata e apresentada ao Poder Executivo, Legislativo e sociedade em geral. “Se as mudanças atenderem à população, a Prefeitura avança e altera o contrato de concessão em comum acordo com todos”, conclui o presidente da Emdurb, Valdeci Fogaça.

Marcelo Moriyama

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