Marília

Emdurb coíbe algazarras na Cascata, mas pune usuários de praça

Placa indica proibição das 19h às 7h; comerciantes pedem que haja tolerância até às 22h no entorno da praça (Foto: Carlos Rodrigues/Marília Notícia)

Medida adotada pela Empresa Municipal de Mobilidade Urbana de Marília (Emdurb) a pedido da Polícia Militar, contra as aglomerações, tem gerado efeito colateral na avenida Cascata – dispositivo viário que liga bairros da zona Leste e contorna a represa.

Mesmo sem estar envolvidos em algazarras e aglomerações, pais que levam crianças no parquinho, pessoas que deixam veículos no entorno da praça e clientes de estabelecimentos comerciais próximos, agora recebem multas de trânsito, por estacionar em local proibido.

O impedimento para estacionamento junto às guias vale das 19h às 7h, ao longo de toda a extensão da avenida.

Conforme mostrou o Marília Notícia, a restrição foi uma resposta à reivindicação dos próprios comerciantes e moradores. A medida foi bem recebida, por evitar as aglomerações, mas o horário das placas gerou insatisfação.

As reações em redes sociais sinalizam polêmica sobre o efeito da medida, que ao invés de punir quem faz algazarra, acabou pesando no bolso do cidadão desavisado.

Em uma postagem (veja o vídeo abaixo), o dono de um café em frente à praça sugeriu que a restrição seja das 22h às 7h, já que no início da noite o local é frequentado por outro perfil de público – que não estaria envolvido na baderna.

Uma mulher que foi multada usou suas redes sociais para protestar. “Acho um absurdo não poder estacionar ao redor da praça até às 22h, pois são famílias que frequentam o local (…) Pq não multam aqueles que ficam tirando racha aí (…)”, questionou uma internauta multada.

Ao MN, o presidente da Emdurb, Valdeci Fogaça, afirmou que as queixas pelo impedimento de estacionamento – especificamente no entorno da praça – ainda não haviam chegado à Emdurb.

Ele alegou que as placas foram feitas conforme a solicitação da Polícia Militar, mas que a empresa “poderá verificar o que pode ser feito”, para conciliar as demandas dos usuários do entorno.

O dirigente disse ainda que as intervenções têm sido feitas sempre para melhoria e citou lombofaixas que foram colocadas, para travessia, a pedido dos pais das crianças, que haviam relatado excesso de velocidade e dificuldade para travessia da avenida.

Carlos Rodrigues

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