O desastre da pandemia – entre os meses de janeiro e junho desse ano – derrubou em 20% o número de cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade, na comparação com 2020. A diferença corresponde a mil procedimentos cirúrgicos que deixaram de ser realizados no município.
No mesmo período, a Covid-19 matou 800 pessoas – somente entre os moradores de Marília. O número considera os boletins epidemiológicos emitidos pela Prefeitura.
Já os dados que mostram a queda da produtividade nos centros cirúrgicos são do Sistema de Informações do Ministério da Saúde (DataSUS). Nessa conta estão tanto as cirurgias realizadas nos hospitais mantidos pelo Estado (Hospital das Clínicas, Materno Infantil) quanto nos procedimentos feitos pelo SUS nas instituições contratadas pelas prefeituras de Marília e dos municípios da região.
De janeiro a junho deste ano – período mais agudo da pandemia -, foram realizadas 3.915 cirurgias pelo sistema público na cidade. No ano passado, no mesmo período, o sistema registrou 4.915 procedimentos.
Se a comparação for com 2019 – sem nenhuma influência pandêmica –, o prejuízo à saúde pública foi ainda maior. Nos seis primeiros meses daquele ano, os hospitais de Marília fizeram 6.089 cirurgias pelo SUS, um recorde, conforme os registros do Ministério da Saúde.
Já no semestre de calamidade, a queda da produtividade foi de 35% na comparação com 2019.
Mas isso não significa que não teve muito trabalho nos hospitais, pelo contrário. Enquanto os centros cirúrgicos ficaram com horas ociosas, as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) lotaram de pacientes graves, intubados ou com sintomas respiratórias graves.
INTERNAÇÕES
O DataSUS – números oficiais do Ministério da Saúde – aponta um total de 10.308 internações pela rede pública, em Marília, entre janeiro a junho desse ano. Em 2020, mesmo período, foram 10.698.
É importante destacar que a redução de cirurgias deveria, por consequência, gerar queda bem maior nas hospitalizações. Entretanto, o alívio no pós-operatório acabou sendo anulado pelo alastramento do vírus e pela disparada no número de pessoas que precisaram passar dias e noites nos hospitais.
Em julho, as instituições da cidade anunciaram a retomada da agenda de cirurgias. Os procedimentos adiados são, em sua maioria, eletivos – ou seja, agendados. A retomada gera nos pacientes que aguardam na fila a expectativa de melhoria da qualidade de vida.
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