Polícia

Em nova audiência, testemunhas protegidas devem depor sobre homicídio no Fragata

A Justiça de Marília marcou uma nova audiência para o caso do homicídio do empresário Walter Luiz Aparecido Marcondelli Junior, de 40 anos, em frente a uma garagem de veículos no bairro Fragata, em Marília. A sessão deve ocorrer no dia 18 de janeiro de 2024.

Segundo documento publicado no Diário Oficial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), o juiz que analisa o processo determinou que a polícia localize duas testemunhas protegidas, para que prestem depoimentos durante a nova audiência.

O despacho ainda informa sobre a inclusão de uma nova testemunha do juízo, ou seja, que não foi indicada por nenhuma das partes, mas que o juiz entendeu ser necessário ouvir sua versão. O texto também demonstra que um laudo, não especificado, é aguardado pela Justiça.

O CASO

O crime foi registrado na rua Doutor Reinaldo Machado, às 8h13, próximo ao Hospital das Clínicas, em dezembro de 2022. Segundo a polícia, o assassino chegou em uma moto e atirou na vítima.

O homem, posteriormente identificado como Walter Luiz Aparecido Marcondelli Júnior, caiu entre dois veículos que estavam estacionados na rua. A arma do crime – um revólver calibre 38 – foi abandonada no local pelo autor.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Luís Marcelo Sampaio, o criminoso efetuou ao menos cinco disparos. Testemunhas relataram que a vítima descia pela calçada da via pública, quando o autor chegou na moto, com mochila de entregador nas costas, desembarcou do veículo e começou a atirar.

A vítima teria tentado se esconder, mas caiu. O assassino foi na direção de Walter efetuando mais disparos, segundo a polícia. Imagens de câmeras de segurança flagraram a ação. O Samu chegou a ser acionado, mas o óbito foi constatado. Walter foi atingido no braço, abdômen e cabeça.

INVESTIGAÇÕES

Pelo menos cinco pessoas são citadas no processo judicial sobre o homicídio. Uma delas é Anderson Ricardo Lopes, mais conhecido como ‘Ricardinho Kong’.

De acordo com o delegado Sampaio, Ricardinho confessou ter matado Walter Marcondelli. “Ele disse que não conhecia o Walter, que o alvo era outro. Ele errou o alvo. No mais é sigiloso, mas ele confessou o crime”, explicou o delegado. Quem seria o verdadeiro alvo do assassino não foi divulgado.

Outro réu do caso é o empresário identificado como Ralf Tadeu Inforzato Gaspar, suspeito de ser o mandante do crime que teria matado o homem errado. O empresário chegou a ser alvo de uma tentativa de exportação, que terminou com a prisão de um outro homem de 40 anos.

O achacador teria cobrado R$ 120 mil de um familiar de Gaspar para que ‘Ricardinho Kong’ supostamente inocentasse o acusado de contratar o crime. Ainda não foi esclarecida qual a ligação do suspeito de extorsão com o caso.

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Marcelo Martin

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