Política

Eleição na Câmara é vital para votações

A definição sobre o comando das mesas da Câmara e do Senado é considerada essencial não só para destravar as votações, mas também para se saber qual o perfil dos novos presidentes num momento delicado para a equipe econômica. O saldo da disputa na divisão do Centrão é a grande incógnita.

O Centrão que votou unido na pauta reformas já não existe mais com o racha provocado pela disputa pela sucessão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Estamos vendo uma briga dentro do Centrão. É uma disputa que não se esgota em primeiro de fevereiro e está remetida à eleição de 2022”, diz Carlos Kawall, diretor da ASA Investments e ex-secretário do Tesouro.

Kawall não espera a aprovação de grandes reformas constitucionais, como o teto de gastos, em 2016, e a Previdência, no ano passado. Ele considera que as propostas de menor envergadura e com mais consenso vão continuar passando no Congresso, como os marcos regulatórios, entre eles, a lei do gás e o projeto de ferrovias.

Para o economista, a PEC emergencial de corte de gastos deve ser aprovada mas com tamanho muito menor do que se imaginou no início. Com acionamentos de alguns gatilhos, mas sem grandes mudanças na dinâmica negativa de alta dos gastos obrigatórios (como as despesas com o funcionalismo), a redução de jornada dos servidores e desindexação das despesas do Orçamento.

A eleição na Câmara é o que tem atraído maior foco no aspecto econômico. O Palácio do Planalto apoia abertamente a candidatura do líder do PP, Arthur Lira (AL), um dos expoentes do Centrão. Lira e Guedes já se encontraram algumas vezes, e o deputado fez uma recente guinada no discurso em defesa das reformas. No mercado, porém, ainda há um “pé atrás” sobre qual seria o compromisso real de Lira com as propostas.

O candidato do outro lado, Baleia Rossi (MDB-SP), votou com as reformas, mas para viabilizar sua candidatura nos partidos de oposição teve que assumir compromissos que batem de frente com a agenda de reformas liberais.

No mercado financeiro, porém, a avaliação é de que a eleição de Lira pode acabar se traduzindo em um governo Bolsonaro “com a faca no pescoço”. As reformas podem até ser aprovadas nesse contexto, mas a um preço bem elevado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Recent Posts

MAC sai na frente, mas cede o empate para a Portuguesa Santista na final da A3

Mais de oito mil torcedores fizeram uma grande festa para o MAC (Foto: Divulgação/Matheus Dahsan)…

11 horas ago

Menina de três anos é encontrada sozinha em casa com pulgas pelo corpo

Criança estava sozinha em local insalubre, com muito lixo, urina, fezes e até ossadas de…

15 horas ago

Deputados anunciam R$ 300 mil e projeto para a Japan Fest de Marília

Projeto e recursos foram anunciados pelos parlamentares durante o evento (Foto: Divulgação) A deputada estadual…

18 horas ago

Estatuto Digital de Proteção da Criança e do Adolescente (Lei Felca)

Fabiano Del Masso é mestre e doutor em Direito, professor da Unimar e graduando de…

18 horas ago

Idoso luta pela vida no HC, mas morre vítima de acidente com andaime em Marília

Um homem de 64 anos morreu no fim de semana prolongado no Hospital das Clínicas…

19 horas ago

This website uses cookies.