O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou que as mudanças no aparelho administrativo do MEC têm sido pautadas por critérios administrativos. Em três semanas, 15 exonerações foram realizadas. Ele atribuiu a saída do presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, a uma reação à decisão de alterar unilateralmente medidas na área de educação básica. “Ele puxou o tapete. Mudou um acordo e não me consultou. Ele se alicerçou em pareceres técnicos que não foram debatidos”, disse.
Vélez rebateu a afirmação de Rodrigues de que reuniões não eram realizadas. “Isso não é verdade. Reuniões estão sendo feitas para alinhavar as políticas.” O ministro disse que as mudanças na equipe ocorrem para atender a exigências administrativas. “Mas as linhas mestras continuam. As Secretaria de Educação Básica, a Seres, já têm um enorme cabedal de trabalho”, disse. “A máquina administrativa está funcionando”.
Questionado por deputados sobre a ligação com o escritor Olavo de Carvalho, ele afirmou: “Valorizo as ideias de formação humanística a partir da leitura de obras literárias. As análises políticas, as brigas são outros quinhentos, não tomo conhecimento disso. Só me interessa resgatar a tradição humanística que não é uma proposta nova.”
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