Um homem foi socorrido em estado grave na madrugada desta segunda-feira (22), após ser encontrado ferido nas proximidades de um posto de combustíveis na região central de Marília. Dois suspeitos, ambos em situação de rua e usuários de drogas, foram identificados pela Polícia Militar.
Segundo o registro policial, uma equipe da PM realizava patrulhamento pela avenida Sampaio Vidal quando avistou, por volta das 3h30, dois homens arrastando uma terceira pessoa pelas pernas. A vítima era retirada da área de troca de óleo de um posto de combustíveis localizado na rua Quatro de Abril.
Os policiais abordaram os envolvidos e constataram que a vítima, de 47 anos, apresentava diversos ferimentos e aparentava estar inconsciente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou o homem ao Hospital das Clínicas (HC) de Marília.
Até o encerramento do registro da ocorrência, não havia informações conclusivas sobre a gravidade das lesões, eventual risco de morte ou condições da vítima para prestar depoimento.
Desavença anterior
A perícia técnico-científica foi acionada para realizar os levantamentos no local. Uma barra de ferro encontrada na área de troca de óleo foi recolhida para análise, embora não haja confirmação de que o objeto tenha sido utilizado nas agressões.
Um dos suspeitos, de 50 anos, relatou à Polícia Civil que é usuário de drogas e afirmou ter sido agredido pela própria vítima cerca de dois dias antes. Segundo ele, o homem teria utilizado uma barra de ferro naquela ocasião, causando-lhe fraturas em duas costelas.
Após receber alta médica, o suspeito afirmou que procurou a vítima para cobrar explicações. Em depoimento, declarou ter desferido socos, chutes e pontapés, mas negou ter utilizado qualquer objeto e afirmou que não tinha a intenção de matar.
O segundo envolvido, de 41 anos, também usuário de entorpecentes, disse ter presenciado as agressões e admitiu participação no espancamento por ser amigo do outro. Ele afirmou ter dado alguns chutes na vítima, mas igualmente negou o uso de barras de ferro ou qualquer outro instrumento.
Sem prisão em flagrante
Apesar da gravidade do caso, a Polícia Civil entendeu que, naquele momento, não havia elementos suficientes para caracterizar o flagrante de tentativa de homicídio.
A ocorrência foi registrada inicialmente como lesão corporal. Os dois suspeitos foram ouvidos e liberados.
O resultado dos exames periciais, os relatórios médicos e um eventual depoimento da vítima poderão influenciar a continuidade das investigações e até mesmo a reclassificação jurídica do caso.
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