Polícia

Dupla acusada de tentativa de homicídio é presa pela DIG

Ação da polícia que prendeu dois na manhã desta quinta (Foto: Divulgação)

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília prendeu na manhã desta quinta-feira (17) dois acusados de tentativa de homicídio duplamente qualificado. O crime data de setembro de 2021 e a vítima foi espancada com pedras e madeira, e ficou com sequelas até hoje.

Após investigação da especializada, foram presos Caio Pereira de Oliveira, de 18 anos, e Igor Aparecido Pereira de Souza Magalhães, 20. Os dois foram denunciados pelo Ministério Público e tiveram prisão preventiva decretada. Eles passarão por audiência de custódia.

No dia 19 de setembro de 2021, por volta das 4h, a vítima com iniciais W.N.M foi agredida em um terreno baldio situado no final da rua Mário Giaxa Sobrinho, no Núcleo Maria Angélica Matos, zona Sul de Marília.

O homem, segundo a DIG, “somente não teve a vida ceifada, em face da interferência de uma terceira pessoa, que conseguiu afugentar os agressores, indivíduos estes que se evadiram no sentido ao Bairro Marajó”.

Dupla é acusada de tentativa de homicídio (Foto: Divulgação)

A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Marília (HC/Famema) com diversas lesões na face, inclusive fratura óssea.

O hospital só informou a Polícia Civil sobre o caso quatro dias depois, de acordo com a DIG, quando houve a tentativa de identificação do paciente.

“Com base na identificação da vítima e registro da ocorrência, diligências foram realizadas, primeiramente, para se tentar descobrir a qualificação dos autores”, afirma a especializada.

“A vítima até hoje está com sequelas graves em face dos ferimentos decorrentes das agressões sofridas”, diz a DIG. O homem foi submetido “a várias cirurgias para recomposição do maxilar e face, que tiveram várias fraturas, estando ainda, com traqueostomia com cânula metálica em seu interior”.

A especializada afirma ainda que não resta “dúvidas que os agentes agiram com intenção de matar, atuando por meio impiedoso e cruel, não possibilitando a vítima qualquer chance de defesa, impondo-lhe intenção sofrimento físico e psicológico”.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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