Dólar cai para R$ 5,57 e Bolsa sobe, com dados dos EUA e balanços corporativos em foco

O dólar fechou em queda de 0,90% nesta quinta-feira (8), a R$ 5,573, com alívio de investidores após a divulgação de novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

A moeda norte-americana chegou a operar em alta no começo do pregão, mas virou de sinal ainda pela manhã, em linha com a valorização de divisas de outros mercados emergentes.

Já a Bolsa brasileira subiu 0,90%, aos 128.660 pontos. O Ibovespa foi embalado pelo bom humor do exterior e pela repercussão de uma bateria de resultados corporativos, entre eles os da Embraer e do Banco do Brasil.

O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou, nesta manhã, que o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu mais do que o esperado na semana passada, para 233 mil. A expectativa de economistas consultados pela Reuters era de 240 mil.

Os pedidos vinham apresentando uma tendência de alta desde junho, com parte do aumento atribuída a volatilidade relacionada a paralisações temporárias das fábricas de veículos automotores para reequipamento e aos impactos causados pelo furacão Beryl, no Texas.

O relatório, um dos únicos da agenda macroeconômica da semana, era amplamente aguardado pelo mercado em meio a temores de que os Estados Unidos estariam a caminho de uma recessão, após dados de emprego mais fracos do que o esperado na sexta-feira passada.

Com os números, a interpretação é que a economia segue em abrandamento gradual, e não em processo de desaceleração acentuado.

“O mercado agora tentará adivinhar se a economia está aquecendo ou desacelerando, avançando ou contraindo, a cada nova leitura”, diz Rodrigo Moliterno, especialista em renda variável da Veedha Investimentos.

Em resposta, Wall Street fechou em forte alta. O Dow Jones subiu 1,76%, enquanto o S&P 500 e Nasdaq Composite avançaram 2,30% e 2,87%, respectivamente.

O bom humor do exterior endossou a performance positiva na Bolsa brasileira. “O Ibovespa conseguiu continuar a recuperação e busca a máxima deixada na última quinta-feira, em 128.700 pontos”, afirmaram analistas do Itaú BBA em relatório enviado a clientes.

“A grande dúvida é se o Ibovespa terá condições e fluxo para conseguir ultrapassar e seguir em direção à próxima barreira de médio prazo situada entre os 130.000 e 131.700 pontos.”

Uma nova bateria de balanços também foi destaque. O Banco do Brasil reportou lucro líquido ajustado de R$ 9,5 bilhões no segundo trimestre, acima das projeções de R$ 9,25 bilhões de analistas consultados pela Bloomberg.

O resultado é 8,2% maior que o do mesmo período de 2023 e 2,2% superior ao registrado entre janeiro e março deste ano. A estatal também comunicou o pagamento de R$ 2,6 bilhões em dividendos.

No entanto, o índice de inadimplência -relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada- voltou a crescer e finalizou junho em 3%, depois de ter caído de 2,92% ao fim de 2023 para 2,90% em março.

Investidores e alguns analistas do mercado se mostraram preocupados com o aumento da inadimplência. As ações do BB, que chegaram a cair mais de 3% pela manhã, desaceleraram queda para 0,42% no final do dia.

A Embraer também publicou os resultados do último trimestre. A fabricante de aviões teve um aumento de 50,6% no lucro líquido ajustado na comparação com o mesmo período do ano passado, a R$ 416 milhões. As receitas avançaram 23%, e o faturamento líquido atingiu R$ 7,85 bilhões entre abril e junho deste ano.

No pregão da B3, a empresa disparou 9,99%.

Petrobras avançou: os papéis preferenciais e ordinários tiveram ganhos de 1,60% e 1,64%. A petroleira reporta o balanço corporativo do último trimestre na noite desta quinta, e a expectativa do mercado está nos números dos dividendos extraordinários.

Vale caiu 0,61%, em dia de desvalorização do minério de ferro no exterior.

Fora do Ibovespa, as ações da Casas Bahia subiram 24,36%, após a varejista reportar o balanço do segundo trimestre com lucro líquido de R$ 37 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 492 milhões um ano antes.

Na quarta-feira (7), o dólar fechou em queda de 0,60%, aos R$ 5,624, e a Bolsa teve alta firme de 0,99%, aos 127.513 pontos. Foi o segundo dia seguido de desvalorização da divisa norte-americana, já que na terça-feira (6) a queda havia sido de 1,40%.

Os mercados globais continuaram o movimento de retomada, após índices acionários e moedas emergentes derreterem na segunda com os temores de uma recessão nos EUA.

Folhapress

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