Dois terremotos, um de magnitude 6,9 e outro de 7,1, atingiram nesta quinta-feira (8) as costas da ilha de Kyushu, no sul do Japão, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Os terremotos desencadearam alertas de tsunami, informou a Agência Meteorológica do Japão, mas não houve sinais imediatos de danos significativos.
Não houve relatos de anomalias nas usinas nucleares após o terremoto, e o governo está verificando danos e vítimas, disse o secretário-chefe do Gabinete, Yoshimasa Hayashi, aos repórteres.
Os terremotos ocorreram por volta das 16h43 (7h43 GMT) ao largo da prefeitura de Miyazaki, na grande ilha ocidental de Kyushu.
Em Miyazaki, ondas de até 50 cm (20 polegadas) já foram observadas, disse a emissora pública NHK.
O primeiro sismo ocorreu a uma profundidade de 33 quilômetros e o segundo teve uma profundidade de 25 quilômetros, indicou o USGS.
O governo japonês informou em um comunicado que instalou um grupo de trabalho para coordenar a resposta aos sismos.
O Japão está situado sobre quatro grandes placas tectônicas, no “Cinturão de Fogo” do Pacífico, e é um dos países com mais atividade sísmica do mundo.
Este arquipélago, que tem cerca de 125 milhões de habitantes, registra cerca de 1.500 sismos a cada ano, o que corresponde a 18% dos tremores que ocorrem no mundo.
A grande maioria dos sismos são leves, mas os danos variam conforme onde se registre o epicentro e a profundidade.
As rigorosas normas de construção antissísmica permitem que até mesmo tremores potentes gerem poucos danos.
No dia 1º de janeiro deste ano, mais de 200 pessoas morreram devido a um devastador terremoto que atingiu a península de Noto, às margens do Mar do Japão.
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