Após uma das maiores manifestações políticas do País, o governo da presidente Dilma Rousseff ainda busca respostas para uma série de perguntas, inclusive, sobre como voltar a viabilizar o governo. Interlocutores do Planalto reconhecem que “é o pior momento” vivido pelo governo Dilma, dizem que já esperavam uma adesão maior aos protestos, mas reconhecem que a magnitude surpreendeu.
Depois de horas de reunião no Alvorada no domingo e de mais uma reunião na manhã de segunda-feira (14) o governo ainda não conseguiu bater o martelo sobre soluções. Segundo fontes, no encontro, os ministros e os líderes fizeram uma leitura sobre os atos de ontem, mas não se chegou a conclusões. Tanto que não houve coletiva nem no Planalto, nem no Congresso. É comum que o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), dê coletiva após as reuniões. No entanto, até agora a opção é “pelo silêncio”. “Os protestos apontaram as rejeições, mas não ainda um caminho”, disse uma fonte do Planalto.
Apesar de o governo não ter escalado ninguém para falar e recomendado cuidado nos posicionamentos, o líder do governo no Congresso, José Pimentel, abordado por jornalistas na saída da reunião, disse que a presidente estava “tranquila” pelo caráter pacífico das manifestações e destacou que os protestos mostraram que “há rejeição contra os políticos, da base e da oposição”.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na última sexta-feira que dará prosseguimento à abertura do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, assim que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre os recursos da Câmara contra o rito de tramitação do impeachment definido pelo próprio STF. A decisão final do STF sobre o caso está marcada para esta quarta-feira (16). Segundo Cunha, “45 dias são um prazo razoável para a tramitação do impeachment” na comissão.
Fonte: IG
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