Polícia

DIG esclarece caso de bombom enviado com veneno

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Marília esclareceu as tentativas de homicídio contra um casal, identificado pelas iniciais D.S. e E.F.M., além da filha deles de apenas dois anos, através de bombons envenenados.

O Marília Notícia publicou reportagem sobre o assunto na época do crime, em agosto de 2016.

A criança chegou a ficar internada no Hospital Materno Infantil depois de comer o doce. “A criança foi exposta aos efeitos letais do veneno (raticida), e somente não faleceu, por circunstâncias alheias às vontades dos agentes, pois recebeu pronto e eficaz socorro médico”, afirma a Polícia Civil.

Os acusados do crime são Paulo Augusto, vulgo “Breda”, de 26 anos, e sua amásia Pâmela de Oliveira, de 23 anos. O motivo seria um desentendimento anterior com as vítimas.

Segundo o delegado Valdir Tramontini, os autores teriam adquirido duas rosas e, no caule de cada uma, foram amarrados com laço bombons envenenados e um cartão.

As rosas foram enviadas para marido e mulher, como se um tivesse enviado o “presente” para o outro. Foram utilizados dois mototaxistas diferentes para as entregas.

O marido vítima, ao receber a rosa, desconfiou da procedência já que a última vogal do nome de sua esposa, escrito no cartão, havia sido trocada (“a” por “e”). Por isso, ele não consumiu o bombom recebido.

Já a mulher, que estava grávida na época dos fatos, nada estranhou, mas também não consumiu o bombom de imediato. A filha achou o doce envenenado e comeu.

Os crimes, de acordo com a DIG, foram cometidos por motivo torpe e com emprego de veneno, o que os qualifica como hediondo – com pena de 12 a 30 anos de prisão, para cada um dos casos.

O inquérito policial foi concluído recentemente e solicitou-se a prisão preventiva dos dois autores, denunciados pelo Ministério Público, que  concordou com a representação da Polícia Civil.

O pedido de prisão, porém, foi judicialmente negado, “observando-se que Paulo se encontra preso, por crime de roubo, anteriormente praticado”, diz a DIG. Pâmela de Oliveira responde o processo em liberdade.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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