Marília

Designer de interiores mostra como ambiente melhora o bem-estar

Gabriele Corradi é designer de interiores há 10 anos (Foto: Daniela Casale/Marília Notícia)

Gabriele Corradi é formada há 10 anos em design de interiores pela Cesumar (Centro Universitário de Maringá), tem pós-graduação em arquitetura de interiores e vários cursos no currículo. O Marília Notícia conversou com a designer com trajetória invejável para entender um pouco melhor sobre essa profissão que está em alta no mercado.

Por ter um veio artístico e gostar de coisas que envolvem cores e texturas, acabou escolhendo essa profissão. Segundo Gabriele, o design de interiores mostra um mundo de possibilidades aos clientes.

Durante a entrevista, a designer aproveitou e esclareceu um pouco a diferença entre arquitetura e o design de interiores, já que muita gente acaba confundindo um pouco as duas profissões. Apesar de serem bem próximas, existem diferenças básicas entre elas.

“A diferença na verdade é que o design de interiores basicamente não pode fazer projeto arquitetônico. Estudamos em detalhes todos os elementos que envolvem interiores, que vão desde o gesso, iluminação, acabamentos como pintura, papel de parede, revestimentos, móveis – planejados ou não – e toda a composição da decoração. Podemos aplicar isso também para um projeto comercial e também na parte externa da residência, desenvolvendo projeto de área de lazer, revitalização de fachada, entre outros. Eu dou esse toque estético, organizacional e funcional ao lugar,” disse ao MN.

“Uma coisa que eu sempre friso muito e tento explicar pra todo mundo é que o projeto de interiores não é só deixar o ambiente bonito. (…) Eu vou melhorar a organização do lugar, trazer mais funcionalidade, pensar em como aproveitar cada cantinho, trazer harmonia entre todos os elementos. No caso de um comércio, por exemplo, isso é ainda mais notável, pois no dia a dia pode melhorar consideravelmente o desempenho da equipe, por trabalhar em um ambiente mais adequado, esteticamente agradável, organizado e funcional, compatível com a área de atuação. No comércio, um bom projeto de interiores é indispensável para trazer a personalidade da marca ao ambiente. É o seu cartão de visitas”, destacou.

O segredo, segundo ela, é fazer com que o ambiente se torne aconchegante e até em uma casa é possível melhorar o dia a dia e a dinâmica através do trabalho desse profissional.

Uma sala projetada por Gabriele (Foto: Arquivo Pessoal)

“A gente faz com que fique mais gostoso voltar pra casa. A cereja do bolo é ser personalizado, cada um tem seu jeito de morar, cada um tem seu jeito de trabalhar, então o mais emocionante de tudo é a pessoa chegar em casa e falar ‘nossa tem a minha cara, eu amo estar aqui, voltar pra casa é tão mais gostoso porque tem tudo que eu gosto'”.

O profissional que trabalha com design de interiores pode ser contratado a qualquer momento pelo cliente e o trabalho envolve várias etapas.

Gabriele diz que “são etapas bem diferentes, acho que isso é a graça de trabalhar com interiores, uma etapa é o desenvolvimento, outra são os detalhamentos, daí a execução e a finalização. Para iniciar o projeto eu sempre busco ir onde será a obra, seja comercial ou residencial. Se for uma casa por exemplo, eu já começo a observar os detalhes e do que a pessoa gosta pra ir analisando e fazer esse briefing de como vai funcionar depois”, explicou.

O designer tem que considerar que o gosto do cliente está em primeiro lugar, diz.

“A pessoa pode amar vermelho, e por se tratar de uma cor forte, nós vemos a melhor maneira de usar vermelho, para não carregar e harmonizar melhor com o ambiente. Então é um projeto em conjunto com o cliente, onde ele vai expor tudo que ele gosta e precisa, assim juntamos todas as funções daquele espaço, tudo que ele sonha em ter ali e depois organiza pra fazer um projeto compatível”.

Quarto projetado por Gabriele (Foto: Arquivo Pessoal)

Gabriele conta que muitas pessoas ficam em dúvida de quando contratar o profissional de design de interiores. Ela esclarece que se tratando de uma casa, a partir do momento que se tem o projeto arquitetônico do imóvel e está começando a construir, ela já consegue atuar.

“Às vezes existem pequenas mudanças que eu consigo fazer antes de erguer a casa que pode melhorar muito na dinâmica na hora de fazer os móveis lá na frente. Vamos supor, uma janela que eu mude 15 centímetros antes de ela estar executada, faz com que eu tenha uma profundidade adequada na hora de fazer um guarda-roupas”.

A profissional disse ainda que é importante desmistificar que o serviço é algo muito caro e as vezes inacessível. “Você acaba economizando porque como você planeja tudo certinho as escolhas são mais assertivas”, finalizou.

Cozinha projetada por Gabriele (Foto: Arquivo Pessoal)

Hall projetado por Gabriele (Foto: Arquivo Pessoal)

Daniela Casale

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