Política

Deputado do PSL quer criminalizar venda de ‘games violentos’

Um projeto de lei apresentado no último dia 19 de março na Câmara dos Deputados quer a criminalização da venda e do desenvolvimento de games considerados violentos no Brasil. Autor do projeto, o deputado Júnior Bozzella (PSL-SP) argumenta que o convívio com este tipo de jogos pode levar os jovens a “atos de violência massiva”.

Entre as justificativas para o projeto, o parlamentar cita como exemplo o recente massacre ocorrido na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, cidade da Grande São Paulo, no dia 13 do último mês. “É preciso ao menos dificultar que a nossa sociedade, em especial nossos jovens, entrem num clima de selvageria que leve a atos tão desastrosos”, explica Bozzella.

Atualmente, o Brasil tem o 3º maior número de jogadores de games do mundo e os estúdios nacionais de criação de jogos cresceram 180% nos últimos quatro anos. Questionado pela reportagem, o deputado reconheceu a relevância dos dados econômicos do setor, mas ressaltou: “Mais importante que qualquer outra questão é a preservação da vida das nossas crianças e adolescentes. A vida vale mais do que o entretenimento. Temos que debater esse tema”

O projeto de Bozzella altera duas leis já existentes. A primeira mudança é no parágrafo primeiro do artigo 286 do Código Penal de 1940, que legisla sobre crimes praticados pela internet.

Já a segunda é um acréscimo no próprio Marco Civil da Internet, de 2014, que ganha o seguinte trecho no artigo 21-A: “O provedor de aplicações de internet que disponibilize jogos eletrônicos com conteúdo que incite a violência será responsabilizado subsidiariamente pelo crime de ‘incitação ao crime’, previsto no art. 286 do Código Penal, se deixar de promover, de forma diligente, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço, a indisponibilização desse conteúdo.”

Deputado cita Bolsonaro

Em resposta à reportagem, Bozzella lembrou uma fala do presidente Jair Bolsonaro, em 2017, durante participação no programa Mulheres, da TV Gazeta. “Isso leva a ‘molecada’ a perder o freio. Por exemplo, o videogame. É um crime videogame, tá ok? Tem que coibir o máximo possível. Não aprende nada”, disse o então deputado federal.

Agência Estado

Recent Posts

Ação sobre prédios interditados da CDHU entra na reta final após quase oito anos

Interdição dos blocos e desocupação aconteceu em 2024 (Foto: Marília Notícia) A Vara da Fazenda…

1 hora ago

Secretaria abre inscrições para Copa Tupã de Futsal 2026 com 16 equipes

A Secretaria Municipal de Esportes de Tupã abriu nesta segunda-feira (2) as inscrições para a…

2 horas ago

Unimar amplia atuação em tecnologia com curso de Inteligência Artificial

Universidade de Marília ampliou sua atuação na área de Tecnologia da Informação (Foto: Divulgação) A…

2 horas ago

Unimar inicia 2026 com imersão pedagógica e alinhamento institucional

Programação integrou palestras, debates e atividades voltadas ao fortalecimento do projeto pedagógico (Foto: Divulgação) A…

2 horas ago

Justiça condena Marçal a pagar indenização a Boulos por desinformação

Influenciador digital e ex-candidato a prefeito da capital paulista Pablo Marçal (Foto: Instagram) O influenciador…

16 horas ago

Defesa Civil alerta para risco de chuvas fortes no Estado de São Paulo

A Defesa Civil do Estado de São Paulo divulgou alerta para risco de chuvas persistentes,…

16 horas ago

This website uses cookies.