Marília

Depredação e uso incorreto em pontos de coleta revolta coletores

LEV instalado em outro ponto da cidade; são 13 em Marília e meta é chegar a 100 (Foto: Prefeitura de Marília/Divulgação)

Vandalismo e mau uso de pontos de coleta do projeto EcoEstação, no Jardim Cavallari, na zona Oeste, gerou revolta entre coletores e integrantes da iniciativa. A falta de consciência de muitos moradores é um dos obstáculos para a ampliação dos Locais de Entregas Voluntárias (LEVs).

Segundo a Prefeitura, a cidade tem 13 ‘ecopontos’ já instalados. O objetivo é chegar a 100 unidades, uma em cada bairro. A ideia é difundir a educação ambiental e preparar a cidade para a coleta coletiva.

“Aqui no Cavallari, realmente, estão zoando, estão sacaneando mesmo. É todo dia, todo dia. Chegamos aqui e tudo [estava] aberto, regaçado de novo. A gente conserta, eles vem e bagunçam. Muita madeira, tapete velho…”, denunciou Ademar Aparecido de Jesus, o ‘Dema’, presidente da EcoEstação.

As estruturas são feitas de materiais metálicos recicláveis, com compartimentos separados para cada tipo de resíduo. Embora sejam trancadas para evitar remoção indevida, as caselas não têm resistência do vandalismo.

O descarte de materiais não indicados é outro problema, uma vez que os itens que são de depositados tem a dupla função de reduzir o lixo dispensado na coleta geral (no entorno dos LEVs) e também gerar renda para os coletores.

Diante do prejuízo ao projeto, a coordenação estuda inclusive pedir a retirada do ponto de coleta do Cavallari.

EDUCAÇÃO

Cassiano Leite, chefe de Meio Ambiente da Prefeitura de Marília, não vê outro caminho, a não ser investir na educação ambiental.

“Insistir em orientar, não tem outro caminho. Daqui uns meses, teremos ecopontos para coleta dos demais resíduos em todos os pontos da cidade, e isso vai melhorar, mas, por hora, a população precisa entender que estes ecopontos têm o apoio do Poder Público, mas não são da Prefeitura”, explicou.

Ele lembrou que, “ao descartar materiais como fraldas, absorventes, madeiras, os moradores estão prejudicando o trabalho das famílias de catadores do EcoEstação, que batalham para sobreviver, em meio a pandemia e colaboram com os cuidados ambientais”.

Carlos Rodrigues

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