Marília tem verificado, em 2024, aumento no número de denúncias de abusos, exploração sexual e outras formas de violência contra crianças e adolescentes. De janeiro até agora, já foram computados 289 registros.
Os números são da Prefeitura de Marília, que coordena ações de prevenção e notificação por meio de vários órgãos, como as secretarias municipais da Saúde, Educação, Assistência Social e Direitos Humanos.
O aumento, porém, não é de forma isolada um indicador negativo. Trazer à luz aos crimes contra a infância é o que buscam campanhas como a ação “Faça Bonito”, desenvolvida para marcar o combate ao abuso, exploração sexual e outras formas de violência contra crianças e adolescentes. A data nacional da ação foi lembrada ontem, 18 de maio.
MAIS DENÚNCIAS, MENOS CRIMES
Ao longo de todo ano de 2023, foram contabilizados 517 registros de violações de direitos contra pessoas de zero a 17 anos. Em pouco mais de 130 dias deste ano, o número já se aproxima de 300.
Para a delegada Darlene Rocha Costa, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília, a divulgação é fundamental. “Eu sempre defendo que quanto mais divulgamos mais atingimos as pessoas, mais as denúncias aumentam”, associa.
Darlene acredita que uma das formas de prevenção, em relação à exploração sexual infantil, é a atenção aos sinais. “Podemos perceber isolamento social e hipersexualização. A criança demonstra que está sendo vítima de abuso sexual. A orientação é que os pais fiquem mais atentos aos filhos”, alerta.
É possível perceber, conforme a delegada, terror noturno, automutilação, comportamentos sexuais e silêncio predominante. Nem sempre todos os sinais estão presentes.
“Os pais ou responsáveis, que notarem alguns desses sintomas, devem procurar a Delegacia Especializada (DDM), o Conselho Tutelar ou mesmo fazer uma denúncia no Disque 100”, orienta a delegada.
ABUSOS MAIS FREQUENTES
Os números divulgados pela Prefeitura indicam que as denúncias de violência sexual (71 registros), negligência ou abandono (60) e violência física (53) são mais comuns em Marília.
Também há relatos de violência psicológica (43) e trabalho infantil (sete denúncias) em 2024. Os relatórios mostram que a proporção, por modalidade de agressão, foi a mesma no ano passado.
A situação social é um dos fatores que podem dificultar a proteção, embora muitos dos casos de exploração e abusos independam das condições econômicas das famílias.
Para a delegada de Marília, a rede de proteção da cidade está bem estruturada. “Eu sempre acredito na melhora, que podemos fazer o melhor para nossas crianças. Aqui na cidade a rede de apoio tem total estrutura para atendimento às vítimas e famílias”, avalia.
DENUNCIE
Escolas, unidades de saúde, hospitais, delegacias (qualquer unidade, mas especialmente a DDM), patrulhas da Polícia Militar, entre outros serviços públicos recebem capacitação para acolher denúncias.
Os registros de crimes sexuais, formas de explorações econômicas e outras violações, previstas no Código Penal e no Estatuto da Crianças e do Adolescente (ECA), devem ser levados ao conhecimento das autoridades.
São vários canais oferecem agilidade como o 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), central de denúncias 188 da Secretaria de Segurança Pública ou o disque 100. É possível encaminhar denúncias também por meio do site www.webdenuncia.sp.gov.br.
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