Regional

Dentista firma acordo no caso de gatos mortos em Lins

Protesto em Lins após o envenenamento dos gatos (Foto: Beno Bond/Nova TV)

O dentista acusado do envenenamento de sete gatos em Lins (distante 73 quilômetros de Marília) firmou um Acordo de Não Persecução Penal com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para escapar de um possível processo. O pacto foi selado na última quinta-feira (3) e com isso o caso se encerrou antes do início de um processo.

O MP-SP impôs que o dentista pagasse 60 salários mínimos e outros 60 fossem pagos pelo filho dele a uma ONG da cidade. O filho do autor não chegou a matar os animais, mas inquérito policial aponta que o rapaz teria instigado o pai a envenenar os gatos.

A promotoria também determinou que o pagamento fosse feito um dia útil após o acordo, e por isso o dinheiro já está na conta da ONG desde esta sexta-feira (4), um total de R$ 145.440.

Houve ainda a imposição do pagamento de um salário mínimo por mês durante um ano para a ONG, além de prestação de serviços que ainda serão determinados.

O acordo, homologado pela Justiça, foi firmado entre MP-SP e o acusado. Cabe lembrar que não existia ainda um processo sobre os crimes. Até o momento apenas a investigação e elaboração de relatório foram feitos, sendo que os documentos foram remetidos ao Fórum.

ONG

A ONG Refúgio Pet de Lins publicou uma nota dizendo que “realmente nesta data foram efetuados dois depósitos na conta corrente desta entidade. Contudo, ainda não fomos oficialmente notificados pelo Poder Judiciário sobre como o numerário deverá ser utilizado, o que certamente deverá ocorrer nos próximos dias”.

“Há de salientar que a Refúgio Pet Lins não integrou a ação penal em referência e só tomou conhecimento do seu desfecho através da imprensa como toda população, visto que o feito ainda permanece em segredo de Justiça”, afirma o comunicado.

“Finalmente, cumpre ressaltar que temos um sonho antigo de construir uma sede própria, mas a prioridade deste momento é o custeio das despesas mensais operacionais com alimentação e atendimento veterinário e demais demandas imediatas. Nenhum valor será suficiente para compensar a vida dos gatinhos mortos, pois vida não tem preço, principalmente de bichinhos inocentes, mas acreditamos que o caráter pedagógico das sanções propostas no ANPP pelo Ministério Público e homologadas pelo Poder Judiciário, como noticiado, certamente impedirá a reiteração de atitudes tresloucadas como esta para aqueles que ainda insistirem em atentar contra a vida de animais inocentes”, finaliza a ONG.

Daniela Casale

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