Marília e região

Dengue pressiona sistema de saúde em Marília com mais de 5 mil casos

Combate ao mosquito Aedes aegypti segue sendo feito em Marília (Foto: Divulgação)

Marília ultrapassou a marca de 5 mil casos confirmados de dengue em 2025. Segundo os dados mais recentes do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies), o município contabiliza 5.092 pacientes diagnosticados com a doença. O número representa um aumento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando haviam sido confirmados 4.881 casos. Além disso, 8.607 notificações seguem em investigação.

Até o momento, oito mortes causadas pela dengue foram confirmadas na cidade. Outros 10 óbitos seguem sob análise. Também houve crescimento expressivo nos casos mais graves da doença: 277 pacientes foram diagnosticados com dengue com sinais de alarme e outros 27 foram classificados com a forma grave da enfermidade.

A dengue com sinais de alarme é considerada um estágio intermediário entre a forma clássica e a grave da doença. Os sintomas incluem dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura e sangramentos leves, exigindo acompanhamento médico. Já a forma grave pode evoluir para choque, comprometimento de órgãos e risco de morte.

A taxa de incidência da dengue em Marília em 2025 é de 2.134,1 casos por 100 mil habitantes. O índice também apresenta aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2024, quando a incidência era de 2.045,7 casos por 100 mil habitantes.

Na comparação com o ano passado, o avanço mais expressivo foi registrado nos casos com sinais de alarme, que cresceram 74,2% (de 159 para 277 casos). Já os quadros graves aumentaram 22,7% (de 22 para 27 casos).

O número de óbitos confirmados neste ano (8) ainda é inferior ao registrado em 2024, quando 12 pessoas morreram em decorrência da doença. No entanto, o total de mortes em investigação atualmente (10) pode alterar esse cenário nos próximos boletins.

Sintomas

Os principais sintomas da dengue incluem febre alta (acima de 38,5 °C), dores no corpo e nas articulações, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, cansaço excessivo, náuseas, vômitos e manchas avermelhadas na pele.

Em casos mais graves, o paciente pode apresentar sangramentos, queda de pressão, tontura e dificuldades respiratórias.

A orientação é procurar atendimento médico imediato ao identificar sinais de alarme ou agravamento do quadro clínico.

Prevenção segue sendo a principal arma

Para evitar a dengue, é fundamental combater os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. As principais medidas de prevenção incluem:

  • Eliminar recipientes que possam acumular água parada, como pneus, garrafas e vasos de plantas;
  • Manter caixas d’água, tonéis e reservatórios devidamente tampados;
  • Utilizar repelentes e instalar telas em portas e janelas;
  • Evitar acúmulo de lixo e entulho em quintais e terrenos baldios;
  • Fazer limpeza frequente de calhas e ralos.
Alcyr Netto

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