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Dengue avança e região da Vila Barros é a mais afetada da cidade

Com 718 casos confirmados de dengue – quase 200 novos diagnósticos em uma semana – Marília está a poucos casos de atingir, oficialmente, nível epidêmico em 2021. Será o terceiro ano consecutivo de epidemia na cidade, com mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes, conforme critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O alerta da Divisão de Zoonoses, que foi direcionado à região do Aeroporto (zona Leste) por várias semanas, agora está na faixa de transição para a região Norte, com a maioria dos casos na Vila Barros, Vila Nova e Palmital.

Conforme o veterinário Lupércio Garrido Neto, há casos suspeitos por toda a cidade. Porém, é nítida a concentração iniciada naquelas regiões.

“Tivemos um resultado positivo nas ações no Aeroporto e entorno. Agora vamos começar uma varredura, concentrando esforços, naquela área próxima ao penhasco, na Vila Barros e adjacências. A ideia é concentrar, usar o maior número de agentes possível, para eliminar os focos”, disse.

Garrido lamentou que, ao longo das vistorias, tenha sido constatado criadouro em casas visitadas 30 dias antes. Ele chamou a atenção ainda para as restrições impostas pela pandemia, o que segundo ele não tem esmorecido as equipes.

“Temos restrições, tem pendência (morador que não recebe), não podemos entrar em casas onde o único morador seja do grupo de risco, mas estamos fazendo um trabalho muito efetivo, concentrando algumas ações em formato de varredura”, explicou.

A Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), da Secretaria de Estado da Saúde, tem apoiado as ações. A estratégia é manter a vigilância em toda a cidade, com os agentes do território, mas atacar de forma concentrada áreas com muitas pessoas contaminadas.

“Precisamos fazer vistoria em pelo menos 75% dos imóveis, eliminando os criadouros para que a Sucen possa entrar com equipamento pesado, com nebulização para eliminar os mosquitos adultos. Não dá para entrar com o produto onde tenha muita pendência. Se não tira o criadouro, não resolve”, alertou o veterinário.

Carlos Rodrigues

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