Frances Haugen, delatora do novo escândalo do Facebook, anunciou na segunda-feira que vai se encontrar com o Comitê de Supervisão da rede social, órgão independente que funciona como uma espécie de “Supremo Tribunal Federal” do império de Mark Zuckerberg para tratar das postagens que devem permanecer ou não no Facebook e no Instagram.
No Twitter, Frances disse que foi convidada pelo órgão para dar seu testemunho sobre as práticas do Facebook. Na mesma mensagem afirmou que a rede social mentiu repetidamente para o Comitê e que espera “compartilhar a verdade” com seus membros.
Criado em maio do ano passado, o Comitê conta com grupo de 20 pessoas escolhidas pelo Facebook, composto por integrantes da academia e de organizações da sociedade civil especializados em temas de direitos humanos – o painel reúne pessoas de 18 países e deve chegar a ter 40 membros.
O Comitê disse que novas informações sobre como o Facebook lida com a moderação de conteúdo emergiram por causa das ações de Frances.
Assim, o órgão buscará “coletar informações que possam levar a maior transparência e responsabilidade do Facebook”. O Comitê quer saber se a rede social foi totalmente aberta sobre como modera seus conteúdos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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