Tecnologia

De volta ao Brasil, Nokia aposta em nostalgia e preço

Ela voltou – e se depender da promessa dos executivos, agora é para ficar. Uma das marcas que ajudou o Brasil a entender o que era um telefone celular, a Nokia começa de novo sua trajetória no mercado nacional. Começa a ser vendido no País o Nokia 2.3, smartphone que leva a marca da finlandesa e aposta em preço (R$ 900) e na nostalgia para voltar a ocupar os bolsos dos brasileiros. Mas esta é uma Nokia que se modificou bastante, mostrando que nem tudo está igual como era antes.

Pioneira no mercado de celulares, com modelos como o “o celular do jogo da cobrinha” (o Nokia 5110) ou o “bananafone do filme Matrix” (Nokia 8110), a marca finlandesa teve um caminho tumultuado nos últimos anos. Em 2013, a divisão de dispositivos móveis da Nokia foi comprada pela Microsoft. Pouco tempo depois, com o fracasso do sistema operacional Windows Phone frente aos rivais Android (do Google) e iOS (da Apple), a área foi posta de lado pela companhia fundada por Bill Gates.

No final de 2016, por contrato, os direitos sobre a marca “Nokia” retornaram à finlandesa, que permaneceu como fabricante de tecnologia para telecomunicações. A companhia então cedeu o uso da marca para a HMD Global, empresa recém-fundada por ex-funcionários da Nokia para fazer smartphones com sistema Android para o mundo todo. Desde fevereiro de 2017, a HMD Global tem lançado aparelhos em mais de 50 países, incluindo diversos mercados da América Latina.

Agora, chegou a vez do Brasil. “É um País estratégico para nós. É um mercado particular, então precisamos aprender os processos pouco a pouco e fazer adaptações”, afirma Juan Olano, diretor de portfólio da HMD Global para as Américas, em entrevista ao Estado. Segundo apurou a reportagem, o plano era que a estreia acontecesse um pouco antes, mas o andamento do processo foi afetado pela pandemia do coronavírus.

Por aqui, a HMD tem um parceiro forte: a fabricante local Multilaser que cuidará da distribuição dos aparelhos junto às lojas do País todo, em especial depois que o período de isolamento social passar. “É um parceiro que nos traz capilaridade importante, especialmente no varejo físico, onde precisamos estar para sermos conhecidos”, afirma Junior Favaro, diretor de marketing e vendas da HMD Global no Brasil – e também um veterano da Nokia por aqui. Ele aposta no poder de vendas do Dia das Mães, uma data forte para a venda de smartphones, para chamar a atenção para seu produto.

Agência Estado

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