Marília

Daniel terá que concluir 17 obras que envolvem mais de R$ 35 milhões

Daniel Alonso, no início da construção da ETE Palmital; obra foi inaugurada essa semana, mas só recebe 5% do esgoto que poderá tratar (Foto: Assessoria de Imprensa/PMM)

Em prazo de até 24 meses – metade do mandato – o prefeito Daniel Alonso (PSDB) terá que concluir pelo menos 17 obras que envolvem mais de R$ 35 milhões. São obras iniciadas, licitadas e com compromissos assumidos pela administração municipal. Cerca de 65% do valor investido têm origem em convênios federais já assinados ou previstos.

O maior orçamento, cerca de R$ 19 milhões, será investido para conclusão dos emissários de esgoto, que conectarão a cidade às estações de tratamento, já finalizadas na primeira gestão.

Os recursos fazem parte de um pacto com a União, reiterado durante a inauguração desta sexta-feira (11) pelo ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Emissários serão concluídos até o final de 2022; União vai participar com R$ 19 milhões, anunciou ministro (Foto: Assessoria de Imprensa/PMM)

Mesmo com a expectativa de ajuda federal, o desafio de Daniel é grande. Dois contratos para esta finalidade já estão em execução.

O primeiro foi assinado pelo Departamento de Água e Esgoto de Marília (Daem), no valor de R$ 3,4 milhões, para as bacias do Barbosa e Pombo. A execução é da Replan e o contrato vence em junho de 2021.

O segundo contrato está em aditivo à construção da Estação de Tratamento (ETE) do Palmital. São R$ 3,6 milhões a mais (além dos R$ 40 milhões das lagoas do sistema).

Lagoa aerada da ETE Palmital; custo da estrutura foi de R$ 40 milhões (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

Os emissários – que vão captar o esgoto das regiões Leste e Norte – devem ser entregues dentro do prazo do contrato, que termina em setembro de 2024. Mas a previsão da Prefeitura é que a obra esteja finalizada em 2022.

Além do esgoto

Um levantamento do Marília Notícia identificou que não há obras paradas na cidade, mas existe lentidão, licitações frustradas e projetos que ainda dependem de convênios.

Entre as principais obras em andamento está a construção da Escola Municipal de Ensino Fundamental Montana, que deveria ter ficado pronta em outubro. A Emei – ensino infantil – do Maracá foi finalizada e entregue este ano.

Obras da Educação no Maracá/Montana com recursos próprios; uma escola já foi entregue (Foto: Arquivo/PMM)

As escolas estão sendo feitas com recursos próprios. A obra ainda pendente recebeu aditivo de prazo ao contrato e o canteiro de obras tem pouca movimentação. A nova Emef vai custar ao município R$ 10,5 milhões.

Em março acaba o prazo para a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Marília (Codemar) entregar a reforma da Praça São Bento. O investimento é de R$ 1,3 milhões, em recursos financiados da Caixa Econômica Federal.

O distrito de Avencas também tem obra em andamento. Em novembro a Prefeitura contratou a EPC Construções para revitalização de área pública para práticas esportivas e lazer. O prazo vence em maio e o custo é de R$ 329,3 mil.

 

Praça São Bento, muita polêmica e custo de R$ 1,3 milhões (Foto: Divulgação/PMM)

A mesma empresa foi contratada no mês passado para a reforma do poliesportivo “Waldemar Moreira”, no Santa Antonieta. A obra está orçada em R$ 315 mil e o prazo termina em abril de 2021.

Outra licitação vencida pela EPC Construções foi a da “reestruturação e incremento” no Museu de Paleontologia. O custo é de R$ 172,6 mil.

A construtora tem até março para a entrega da obra, que tem recursos do Estado.

Iluminação e ecopontos

De janeiro até setembro têm sequência o contrato do município com a Citeluz Serviços de Iluminação Urbana, que realiza a modernização da iluminação pública da cidade.

 

Contrato de iluminação pública é de R$ 11 milhões (Foto: Arquivo/PMM)

O custo previsto é de R$ 11 milhões em doze meses – de setembro de 2020 a agosto de 2021. Com mais de dois terços do contrato para ser cumprido, a previsão é que pelo menos R$ 8 milhões ainda sejam investidos.

Em relação aos ecopontos, a cidade teve 12 processos licitatórios, entre 2014 e 2019, mas apenas um foi entregue e funciona – Rua Joaquim Dias, no Nova Marília. Uma segunda unidade está em fase final de construção pela Replan.

A grande dificuldade seria a adesão da população do entorno. Ao custo de R$ 109 mil (cada), no ano passado três ecopontos foram licitados para a mesma construtora, mas a empresa acabou requisitando a “rescisão amigável”.

Ecoponto Nova Marília funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h (Foto: Mauro Abreu)

Licitações

Também faz parte do pacote de obras previstas para a primeira metade do governo uma série de projetos já licitados.

É o caso da reforma e ampliação da Emef Edmea Braz Rojo Sola, orçada em R$ 2,1 milhões e do Poliesportivo Altaneira “Olício Gadia”, que deverá receber investimento de R$ 270 mil.

Há ainda licitação aberta para a reforma da Fundação Mariliense de Recuperação Social (Fumares), onde devem ser investidos R$ 50 mil.

Poliesportivo do Altaneira, na zona Leste; local virou sinônimo de abandono (Foto: Divulgação)

Novos convênios

Contratos recentes entre o município e a União, por meio da Caixa Econômica Federal, preveem ainda mais duas obras: a reforma do Terminal Urbano de Marília, com investimento de R$ 955 mil e pavimentação de parte da vicinal do Pombo – trecho que liga o Vila Flora à região de chácaras – a um custo de R$ 477 mil.

Sem especificar fonte de recurso, a Prefeitura também informou – após reportagem do MN – que o município vai recuperar o Centro Municipal Educacional Esportivo e Cultural (Cemesc) Francisco de Assis Nascimento, no Nova Marília. A obra do ginásio custou quase R$ 1 milhão e foi usada por menos de dez anos.

Edital deve ser publicado em breve, segundo nota da secretaria de Obras Públicas, que não informou o valor da planilha orçamentária.

Acesso aos bairros Firenze, Califórnia, Coimbra, entre outros, terá ligação com a SP-294 (Foto: Divulgação/PMM)

Daniel também terá os bônus de obras privadas. Uma delas – concluída no início do ano – será a avenida José da Silva Nogueira Júnior, conhecida como estrada do Pombo. Quem paga a conta é uma construtora que tem projetos naquela região.

A via vai ligar os bairros Coimbra, Chico Mendes, Califórnia, Comerciários I e II, Firenze I e II e Vila Bela. Será feito ainda dispositivo viário para contemplar o acesso ao Parque das Vivendas, Cavallari, Universitário, Paraíso e Residenciais Marrocos e Casablanca.

Ainda na gestão de Daniel, haverá melhorias e construção de trechos de marginais pela Concessionária Eixo, que  tem contrato com o Estado para explorar a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294).

Carlos Rodrigues

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