Marília

Daem reconhece falta d’água em áreas atendidas pelo rio do Peixe

O Departamento de Água e Esgoto de Marília (Daem) reconheceu a possibilidade de falta de água pontual em áreas da cidade, abastecidas pelo rio do Peixe, em decorrência do período de estiagem que perdura.

O rio do Peixe atende cerca de 60% da população mariliense, principalmente na zona Norte da cidade. A recomendação da autarquia é que os moradores afetados mantenham caixas d’água com volume equivalente ao uso do líquido durante um dia inteiro.

“Pode haver falta de água em alguns momentos do dia, mas essa interrupção nunca passa de 24 horas”, explica uma funcionária do Daem ao Marília Notícia. De acordo com ela, por lei toda residência precisa ter uma caixa d’água.

A autarquia também aposta na conscientização da população com campanhas para que o líquido tratado seja economizado, principalmente nos períodos em que chove menos, como agora.

Nos últimos dias, o Marília Notícia registrou diversas queixas de desabastecimento por diferentes regiões da cidade. Durante o final de semana houve um problema adicional à estiagem. Uma bomba precisou ser trocada na região do Palmital, zona Norte.

A reportagem também soube de reclamações de falta de água na zona Sul de Marília, mas o Daem alega que não foi procurado oficialmente por nenhum morador daquela região por meio de seus canais oficiais.

“Falta de água ou quase isso, à noite e aos finais de semana na zona Sul. Onde fazer uma reclamação formal?”, questionou Thais Yazawa na manhã deste domingo (25).

“É muito triste isso, uma cidade que cresceu tanto, recebe milhões de impostos e não consegue resolver problema da água”, completou Iara Fátima dos Santos.

“Sem chuva, nem o mais rico consegue e as pessoas infelizmente não têm consciência de quando tem que economizar”, disse Helena Bueno.

Marcelo Vianna rebateu que “não é de hoje que esse problema acontece”. “Há muitos e muitos anos que, principalmente nós aqui da zona Norte, convivemos com isso. Não é o problema da falta da chuva não”, denunciou.

Daiane Olivatto, que tem um salão na região central, afirmou que teve que desmarcar todas as clientes agendadas no sábado (24). “Palhaçada isso, não é a primeira vez”.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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