Marília e região

Cursos esvaziados frustram esforços por qualificação em Marília

Cursos oferecidos pelo Ceprom têm enfrentado baixa adesão, segundo secretário (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Marília enfrenta dificuldades para atrair a população aos cursos profissionalizantes gratuitos, apesar dos esforços para ampliar oportunidades de capacitação e empregabilidade.

A informação foi confirmada pelo secretário municipal do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Vitor Gazola dos Santos, em resposta a um requerimento do presidente da Câmara, vereador Danilo da Saúde (PSDB).

O parlamentar solicitou a ampliação da oferta de cursos, com foco em novas áreas e nas demandas emergentes do mercado de trabalho.

Em resposta, Gazola destacou que, embora existam parcerias e diversas opções gratuitas, a procura segue muito abaixo do esperado.

“A administração tem se esforçado bastante para oferecer qualificação gratuita, acessível e de qualidade. Porém, infelizmente, a adesão é muito baixa, mesmo quando há oferta de emprego ao final dos cursos”, afirmou.

Diversas formações

Os cursos são oferecidos por meio do Centro Profissionalizante de Marília (Ceprom), ligado à Secretaria de Assistência Social e Cidadania, e abrangem diferentes segmentos do mercado.

As formações incluem modalidades presenciais e a distância (EAD), como Informática Básica, Excel, PowerPoint, Cuidador de Idosos, Recepcionista, Almoxarife e Estoquista, Logística, Garçom, Mulher Empreendedora e Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, entre outras.

Além das turmas fixas, a prefeitura também realiza ações itinerantes, como a Carreta do Empreendedorismo e o programa Caminho da Capacitação, com cursos práticos nas áreas de panificação, açougue, cabeleireiro, barbeiro, pedicure e manicure.

Desistências e vagas ociosas

Mesmo com transporte gratuito, certificação e encaminhamento a vagas de emprego, a prefeitura encontra dificuldades para preencher as turmas.

“Temos feito ampla divulgação, ligações, mensagens e publicações nas redes sociais. Ainda assim, muitos cursos registram baixa procura e alta taxa de desistência”, relatou o secretário.

A administração tem buscado adaptar as formações às necessidades das empresas locais, em parceria com instituições como Senac, Senai, Sest/Senat, Fundação Bradesco, Etec Antônio Devisate e Sesi.

“Ouvimos primeiro os empreendedores locais e, diante de uma demanda, buscamos oferecer a qualificação necessária”, explicou Gazola.

A Secretaria também realiza estudos de mercado com base nos mutirões de emprego realizados no Teatro Municipal, Ginásio Neusa Galetti e PAT, para identificar as áreas com maior carência de mão de obra qualificada e ajustar a oferta de cursos à realidade local.

Rodrigo Viudes

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