Marília

Cruz Azul ignora apelos dos pais e mantém decisão de fechar colégio

A petição online encabeçada por pais e responsáveis por alunos, com 3.377 assinaturas, não foi o suficiente para mudar os planos da organização Cruz Azul Educação e Saúde de São Paulo de suspender as atividades do Colégio PM de Marília. Em nota ao Marília Notícia, a instituição informou que a decisão está mantida.

“A Cruz Azul de São Paulo, esclarece que continua mantida a decisão de suspender as atividades escolares do Colégio PM – Unidade Marília, tendo em vista que não há fatos novos”, escreveu a entidade, em resposta ao site.

Instalado no Jardim Vista Alegre, mesmo bairro onde fica o Batalhão da Polícia Militar em Marília, o colégio funciona em espaço alugado, onde já operaram duas diferentes escolas. A instituição alega que o prédio não tem requisitos de segurança estruturais.

Nas redes sociais e em grupos de mensagens, as manifestações são muitas. Kátia Bitelli Zafra, que tem dois filhos, conta que um deles estuda no Colégio PM e a qualidade da instituição é inquestionável.

“É lamentável que tenha havido esta decisão. Foi repentino e surpreendeu a todos. É uma escola que valoriza o civismo, o respeito, a solidariedade. Eles têm muitas frentes positivas. Meu filho melhorou muito no colégio PM em vários aspectos de aprendizado e disciplina, por isso não desistimos”, disse ao site.

A dona de casa Andreia de Oliveira, 47, tem um filho de 15 anos no estabelecimento. Ele é bolsista integral e, segundo ela, teve grande desenvolvimento após o início dos estudos na unidade.

“Ele está triste, nós também, porque é o sonho dele. De alguma forma, por ele estudar no Colégio PM já estava mais próximo da carreira que ele sonha, nas Forças Armadas”, disse.

Em recente comunicado, a instituição informou que “a decisão se fundamentou no Relatório Técnico de Habitabilidade e Inflamabilidade (RTHI), realizado em julho de 2020, por empresa auditora externa contratada”.

O relatório teria chegado à conclusão final que o prédio “não se encontra adequado para habitabilidade escolar, em virtude de falta de acessibilidade a deficientes, questões estruturais, e de prevenção contra incêndio”.

A entidade informou ainda que as atividades escolares serão mantidas até 31 de dezembro deste ano, “a fim de que não haja qualquer prejuízo pedagógico aos alunos”.

Carlos Rodrigues

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