Polícia

Crime por ciúmes: assassinos serão levados ao júri por morte brutal em Marília

Weslley tinha 18 anos (Foto: Redes Sociais)

A Justiça de Marília pronunciou — ou seja, enviou a julgamento pelo Tribunal do Júri — dois réus acusados de matar, por vingança, o jovem Weslley Ribeiro de Oliveira da Silva, de 18 anos.

A decisão foi proferida nesta quarta-feira (8). O crime ocorreu na saída de uma balada no Jardim Portal do Sol, zona sul da cidade. A mãe da vítima foi habilitada pela Justiça como assistente de acusação.

Respondem pelo homicídio Caio Fernando Rufin da Silva Moura e Roberto Michael Júnior da Silva Neves. Ambos seguem presos, após terem sido identificados durante as investigações policiais. A motivação do crime, segundo apurado, seria o envolvimento amoroso de Weslley com uma jovem da mesma região.

O assassinato aconteceu na madrugada de 21 de dezembro do ano passado, nas proximidades do cruzamento entre as ruas Pedro Serem e Antônio Galina. No local havia uma casa noturna, e, no mesmo quarteirão, funcionava uma adega.

Na época, a morte de Weslley — registrada em vídeos de celular — causou grande comoção. O jovem foi espancado e atingido por disparos de arma de fogo. A decisão de levar os acusados ao banco dos réus é do juiz Paulo Gustavo Ferrari, titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Marília.

Homicídio qualificado

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), recebida em janeiro de 2025, os réus agiram por motivo torpe e com o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Caio teria sido o responsável pelos disparos, enquanto Roberto a agrediu fisicamente com socos e chutes, em uma ação conjunta.

Morte foi registrada na rua Pedro Ceren (Foto: Carlos Rodrigues/Marília Notícia)

O juiz ressaltou que a motivação do crime foi claramente “torpe e pessoal”, relacionada a vingança e desentendimentos amorosos. Segundo a sentença, conflitos anteriores envolvendo relacionamentos, ciúmes e desavenças banais levaram os acusados a planejar e executar o assassinato.

O texto da decisão judicial afirma que o homicídio foi “impelido por torpe sentimento de vingança privada”, destacando que não se tratou de uma reação momentânea, mas de um ato premeditado motivado por ressentimentos acumulados.

As agressões e os disparos ocorreram quando Weslley já se encontrava no chão, sem condições de se defender, caracterizando o uso de recurso que dificultou sua reação.

A mãe do jovem, Elisandra Aparecida Ribeiro dos Santos, foi formalmente habilitada como assistente de acusação no processo.

Defesa tentou absolvição

A decisão judicial rejeitou os pedidos da defesa de absolvição sumária, impronúncia e desclassificação do crime. O juiz não apenas decidiu pelo julgamento no Tribunal do Júri, como também manteve as qualificadoras apontadas pelo Ministério Público.

Conforme o magistrado, “a análise do mérito e eventual julgamento sobre detalhes da dinâmica do crime caberá ao Tribunal do Júri”, que é o “juiz natural” dos crimes dolosos contra a vida.

Os réus permanecem presos preventivamente, sem direito a recorrer em liberdade. A data do julgamento ainda dependerá da análise de eventual recurso contra a sentença de pronúncia, a ser julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Somente após o trânsito em julgado dessa fase será possível marcar a data do júri popular. O Marília Notícia acompanha o caso.

Carlos Rodrigues

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