Reeleito para a presidência da Câmara, Marcos Rezende (PSD) anunciou intenção no primeiro dia do ano (Foto: Mauro Abreu)
A ideia de criar mais um cargo comissionado para o gabinete de cada um dos 13 vereadores de Marília promete ser a próxima polêmica envolvendo o Legislativo municipal. Atualmente cada parlamentar conta com um chefe de gabinete mais um assessor com livre nomeação.
A proposta foi anunciada pelo presidente da Câmara, vereador Marcos Rezende (PSD), na sexta-feira (1º), durante sessão de posse dos novos mandatários municipais, e gerou reações no próprio evento.
“Neste crescimento bombástico que nossa cidade viverá nos próximos anos aumentará a necessidade de uma série de infraestruturas”, afirmou Rezende.
“Para isso, nós temos que ter o apoio. Vou refrisar aqui, nós não fazemos nada sozinho, é necessário que nós tenhamos equipe para desenvolvermos nosso trabalho”, completou.
O presidente da Câmara, no entanto, destacou que antes de propor a criação dos novos cargos comissionados, avaliará a legalidade da medida para que não responda a nenhuma ação de improbidade administrativa.
Cerimônia de posse dos vereadores para o mandato entre 2021 e 2024 (Foto: Mauro Abreu)
O salário dos chefes de gabinete dos vereadores é de R$ 5.512,03 e o salário dos assessores de gabinete é de R$ 4.109,44.
Nos bastidores da política mariliense circula a informação de que a proposta de mais um assessor teria ajudado Rezende a conquistar os 11 votos que recebeu para continuar no comando da Câmara.
Apenas dois parlamentares não votaram, nele. Junior Féfin (PSL) indicou seu próprio nome para a chefia da Casa de Leis nos próximos dois anos e também foi votado por Eduardo Nascimento (PSDB).
Nascimento era apontado como o principal concorrente de Rezende na disputa, mas não teve nenhum voto de seus pares. O presidente reeleito teria recebido o apoio do prefeito Daniel Alonso (PSDB) no pleito, em detrimento ao correligionário tucano.
Vereador Eduardo Nascimento (PSDB) promete organizar protestos contra a medida (Foto: Divulgação)
Após o pronunciamento do presidente da Câmara, Nascimento pediu a palavra para confrontá-lo, afirmando que é contra a criação do novo cargo de assessoria parlamentar e prometendo convocar manifestações com o objetivo de frear a iniciativa.
“Esteja sempre preparado para ser rejeitado, quando você não aceitar ser manipulado”, publicou Nascimento em suas redes sociais naquele mesmo dia.
Em fevereiro de 2019 a Câmara de Marília aprovou por unanimidade a criação do segundo cargo comissionado para cada gabinete.
Rezende disse considerar a medida um sucesso e atribuiu a reeleição da maioria dos vereadores a essa medida, que teria ampliado a capacidade dos parlamentares em atender as demandas da população.
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