Regional

CPFL identifica mais de 1,8 mil ligações clandestinas em Marília e região

Mais de 1,8 mil irregularidades foram constatadas (Foto: Divulgação)

Inspeções contra fraudes e furtos de energia, realizadas pela CPFL Paulista em 2021, resultaram em 52,4 GWh de energia recuperada nas regiões de Bauru e Marília, o que abasteceria cerca de 25 mil residências por um ano.

Ao todo, a distribuidora realizou 38,8 mil inspeções em 61 municípios, que identificaram 1.842 fraudes, os populares “gatos”.

Entre as cidades com mais casos de furto de energia estão Bauru (distante 110 quilômetros de Marília) com 714, Botucatu (distante 200 quilômetros) que teve 263 casos, Jaú (distante 164 quilômetros) com 200, e Marília com 95 ligações clandestinas desfeitas.

Veja abaixo as tabelas:

Os números de 2021 mostram que, na comparação com 2020, a CPFL Paulista conseguiu aumentar os níveis de energia recuperada na sua área de concessão, saindo de 116 GWh para 129 GWh, um crescimento de 11,2%.

“Infelizmente, a cada ano, vemos que a prática das ligações irregulares de energia continua. Nosso papel, como distribuidora, é realizar as inspeções para combater essa prática. O uso de tecnologia de ponta tem nos permitido aumentar as constatações de irregularidades em determinados clientes, o que nos alerta sobre a prática do gato. Assim, as inspeções são cada vez mais efetivas”, comenta Ruan dos Reis Alves, gerente de recuperação de energia da CPFL.

As distribuidoras do Grupo CPFL realizam inspeções para combater fraudes e furtos de energia de maneira contínua. Diversas ações são realizadas, inclusive, em parceria com a Polícia Civil. Há duas razões centrais para essas operações: a segurança e a Justiça com os demais clientes.

Ao fazer um gato na rede elétrica, o cidadão coloca em risco não somente a si mesmo e a sua residência ou comércio, mas toda a vizinhança e o sistema elétrico. A rede de energia segue padrões e normas de segurança para a sua construção e manutenção, incluindo as novas ligações de energia. Por isso, somente técnicos da distribuidora podem atuar na rede.

Já a Justiça se faz porque a energia furtada compõe parte da tarifa de energia elétrica. Ou seja, os clientes regulares, que pagam suas contas em dia, acabam também arcando com o custo de parte da energia que é furtada. Outra parte é assumida pela distribuidora.

Furto de energia é crime (Foto: Divulgação)

CRIME

Fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal. As penas podem chegar a até quatro anos de prisão. Além disso, a pessoa que for flagrada cometendo a irregularidade, terá cobrados os valores retroativos referentes ao período em que deixou de pagar pelo fornecimento. Vale destacar também que a ligação clandestina é considerada furto de energia.

CONTA CARA

As irregularidades também deixam a conta de luz mais cara para todos os consumidores, já que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconhece a ação como uma “perda comercial”, e este valor “perdido” é rateado entre todos os consumidores da distribuidora. Outra consequência das fraudes e furtos é a piora na qualidade do serviço de distribuição de energia, uma vez que as ligações clandestinas sobrecarregam as redes da distribuidora de energia.

Denúncias ajudam a identificar problema (Foto: Divulgação)

DENÚNCIA

Clientes da CPFL Paulista podem contribuir de forma sigilosa, para o combate às irregularidades por meio dos canais disponibilizados pela concessionária. Denúncias podem ser realizadas pelo aplicativo “CPFL Energia”, disponível para todas as plataformas de dispositivos móveis, pelo site www.cpfl.com.br/fraude, ou pelo e-mail denunciafraude@cpfl.com.br.

A maioria das inspeções realizadas pela CPFL Paulista parte de um levantamento prévio, feito por sistemas tecnológicos e que usam inteligência artificial. Através de dados de consumo, a distribuidora consegue mapear clientes que tiveram oscilações incomuns na quantidade de energia consumida. Com este levantamento e cruzamento de dados, as inspeções em campo se tornam cada vez mais assertivas.

Daniela Casale

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