Marília

Covid-19 dispara, mas vacina segura casos graves em Marília

Unidade de Saúde, na zona Norte, lotada de pacientes sintomáticos nesta segunda-feira (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

A comparação dos números atuais da Covid-19 em Marília, em relação ao mesmo período do ano passado, deixa claro os benefícios da vacinação e os eventuais efeitos provocados pela variante ômicron, a mais transmissível até o momento.

A primeira dose das vacinas contra o coronavírus foi aplicada no município no dia 19 de janeiro do ano passado, e os números de agora – na véspera de completar um ano daquela data – reforçam a necessidade e a importância da imunização.

Atualmente, mais de 84,1% da população mariliense já recebeu ao menos a primeira etapa da vacinação e este percentual deve aumentar, já que a imunização infantil está prestes a começar. Além disso, 181 mil habitantes da cidade já receberam a segunda dose e 72,1 mil o reforço.

Quando ainda não existia nenhum morador de Marília vacinado, em 17 de janeiro de 2021, o município computava 337 casos ativos da doença. Hoje, com a prevalência da ômicron na região de Marília, este número subiu para 365.

Apesar do aumento no número de casos ativos, a média diária de mortos nos mesmos períodos de cada ano – ou seja, nos primeiros 17 dias de 2021 e de 2022 – caiu de 1,7 para 0,29 no momento.

No mesmo sentido, o número de internados na cidade – tanto de casos suspeitos como de confirmados para Covid – foi reduzido de 79 pacientes para 30.

Contudo, parte dos leitos disponibilizados nos piores momentos da pandemia foi desmobilizada, o que provocou alta no nível recente de ocupação.

Em abril do ano passado, o mês mais mortal em relação à Covid-19 em Marília, a situação era extremamente crítica. A cobertura vacinal ainda era baixa e as variantes mais letais. Foram 168 óbitos pela doença naquele período.

ANÁLISE

Além do avanço na vacinação, de acordo com o secretário municipal da Saúde de Marília, Cassio Luiz Pinto Júnior, em entrevista ao Marília Notícia, outro fator importante para entender a realidade atual envolve as características da variante.

“A ômicron que já é predominante em Marília, segundo o Butantan, tem uma alta transmissibilidade e uma baixa letalidade, então isso justifica o aumento no número de casos ativos”, comenta o chefe da pasta.

“Quando o Lab Móvel esteve por aqui [em outubro de 2021], nós tínhamos um índice de positividade de 6%. Nas unidades de saúde que abrimos agora, tanto nas sintomáticas quanto nas mistas, esse índice tem saltado para 30%, 40% e até 50%”, completa Cassio.

De acordo com o gestor da Saúde, a menor letalidade está relacionada ao percentual da população vacinada somada a menor fatalidade característica da nova variante.

O secretário da Saúde de Marília pondera que “estar vacinada não significa que a pessoa não vá contrair a doença, mas sim que estará protegida de uma forma mais grave.”

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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