Você faz dieta, reduz carboidrato, treina, mas a balança não desce — ou pior, a gordura parece se concentrar cada vez mais na região abdominal?
O problema pode não estar apenas na alimentação. Pode estar no cortisol, o hormônio do estresse.
Tenho observado em consultório que o estresse crônico é um dos principais sabotadores metabólicos da mulher moderna — e que muitas vezes a solução não está em comer menos, mas em comer de forma mais estratégica e adequada ao momento hormonal da mulher.
O que é o cortisol?
O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais e tem funções essenciais no organismo:
O problema começa quando ele permanece elevado por muito tempo.
Do ponto de vista nutricional, isso é extremamente relevante, porque o cortisol interfere diretamente no metabolismo da glicose, na resposta à insulina e no armazenamento de gordura.
Por que o cortisol alto dificulta o emagrecimento?
Quando o corpo entende que está sob ameaça constante — trabalho excessivo, sobrecarga mental, problemas emocionais, privação de sono ou até excesso de treinos intensos — ele entra em estado de alerta metabólico.
Isso pode gerar:
O corpo da mulher não foi feito para viver em alerta o tempo todo. Quando isso acontece, ele prioriza sobrevivência, não emagrecimento.
E aqui entra um ponto essencial: dietas muito restritivas podem elevar ainda mais o estresse metabólico, agravando o quadro em vez de resolver.
Por que isso é ainda mais comum após os 35 anos?
Após os 35–40 anos, ocorre uma queda gradual de estrogênio.
Esse hormônio tem efeito protetor contra o acúmulo de gordura abdominal e influencia a sensibilidade à insulina.
Com essa queda hormonal, o impacto do estresse no metabolismo se torna ainda mais intenso.
Resultado
Mulheres que antes emagreciam com facilidade passam a enfrentar grande dificuldade — especialmente quando mantêm estratégias alimentares que funcionavam aos 25, mas não são mais adequadas aos 40.
A nutrição precisa acompanhar essa mudança fisiológica.
Sono ruim também eleva o cortisol
Dormir menos de 6 horas por noite já é suficiente para alterar:
Além disso, a privação de sono aumenta o desejo por alimentos calóricos no dia seguinte.
Por isso, em nutrição clínica, não avaliamos apenas o prato — avaliamos rotina, estresse, qualidade do sono e comportamento alimentar.
O que fazer para controlar o cortisol?
A solução não está em cortar mais comida — e sim em modular o estresse metabólico por meio de uma estratégia nutricional individualizada.
Estratégias que aplico na prática clínica incluem:
Além disso, treino de força equilibrado (sem excesso), exposição ao sol e técnicas de respiração auxiliam na regulação hormonal.
Mas é importante reforçar: não existe protocolo universal. Cada mulher precisa de uma conduta nutricional alinhada ao seu momento metabólico e hormonal.
Nem toda dificuldade para emagrecer é falta de disciplina
Muitas mulheres se culpam, mas o problema nem sempre é falta de força de vontade.
Muitas vezes é um corpo exausto tentando sobreviver.
E insistir em mais restrição alimentar ou mais punição pode piorar o cenário hormonal.
A nutrição, quando bem aplicada, deixa de ser restrição e passa a ser estratégia.
Emagrecer não é apenas sobre calorias
É sobre hormônios, sono, estresse, inflamação e equilíbrio metabólico.
A alimentação tem papel central na modulação do cortisol e na recuperação da saúde metabólica feminina.
Se você sente que faz tudo certo e mesmo assim não emagrece, talvez seu corpo esteja pedindo algo diferente: menos punição e mais estratégia nutricional personalizada.
Mais informações podem ser obtidas com a nutricionista Natália Figueiredo no Instituto InMulti, na rua Carlos Botelho, 703, pelos telefones (14) 3433-6198 e (14) 9 9162-7550 ou pelo site [clique aqui].
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Natália Figueiredo é nutricionista especialista em nutrição clínica e saúde da mulher (CRN-SP 58451)
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