Marília

Corte de gastos na Prefeitura chega a R$ 600 mil por mês

O secretário da Fazenda de Marília, Levi Gomes.

Os cortes de gastos na administração municipal já alcançaram R$ 600 mil por mês, de acordo com o que disse o secretário da Fazenda de Marília, Levi Gomes, ao Marília Notícia. Ele esteve na sessão da Câmara Municipal de segunda-feira (20) após convite dos vereadores.

Levi estava acompanhado do procurador do município Alysson Souza e Silva para detalhar como os cortes estão sendo feitos. Ao MN ele disse que a meta é reduzir até R$ 1 milhão nas despesas mensais.

Essa redução é cada dia mais urgente, já que os repasses nas principais fontes de receita apresentam quedas em janeiro e fevereiro em comparação com o ano passado. Todas as secretarias prepararam um plano de contenção.

A revisão em contratos dos inúmeros imóveis alugados pela Prefeitura já resultaram em economia de R$ 220 mil por mês, por exemplo. Isso foi possível com a quebra de contratos em locais que não estavam sendo utilizados e renegociação de outros.

“O aluguel no prédio que funciona a Saúde e a Educação era de R$ 70 mil. Nós conseguimos reduzir para a metade”, diz Levi. A pasta da Assistência Social, por exemplo, será remanejada e o prédio com elevado aluguel na avenida Santo Antônio será desocupado.

Outra despesa reduzida em aproximadamente R$ 200 mil por mês está na área da Saúde. Isso, garante Levi, sem qualquer prejuízo para o serviço oferecido. Apenas com “adequações”.

No caso, a redução é fruto de uma negociação entre o Executivo e o HBU (Hospital Beneficente Unimar) para gestão da UPA Zona Norte. “Outros convênios estão sendo revistos. Com a Gota de Leite, de cara, eles já apresentaram para nós um corte de 70 funcionários”, fala Levi.

Outras despesas significantes que estão sendo “enxugadas” envolvem o corte quase que total de horas extras no funcionalismo público, controle maior da frota que está recebendo mais manutenção em oficina própria e menos em serviços terceirizados, que vinham sendo privilegiados, segundo o chefe da pasta da Fazenda.

Também foi feita a quebra de contrato com empresas de fornecimento de softwares tidos como desnecessários e racionalização da compra de suprimentos e mercadorias como produtos de limpeza.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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