Polícia

Corpo de bebê recém-nascido é encontrado em caixa de papelão na região

O corpo de um bebê recém-nascido foi encontrado na madrugada desta quarta-feira (24), dentro de uma caixa de papelão, na cidade de Guaiçara. Denúncia alertou sobre o caso, que é investigado. A polícia apura se houve crime de aborto ou infanticídio, caso a criança tenha nascido viva e abandonada à própria sorte.

A Polícia Militar foi comunicada por volta das 0h30 e foi até a rua Jaime Pereira de Oliveira, bairro Alvorada. No local estavam seis pessoas, uma delas uma mulher de 24 anos. Ela foi questionada e alegou não ter nenhuma responsabilidade, mas um rapaz relatou que o recém-nascido era filho dela.

A mulher apresentava falas desconexas e foi levada para a Santa Casa de Lins, onde foi confirmado, por meio de exames clínicos, que ela havia dado à luz horas antes. A estimativa apontou que o parto teria ocorrido por volta das 15h da terça-feira (23).

Confrontada, a jovem contou que, no período da manhã, passou por uma consulta médica em Lins, porém, não informou que estava grávida. Na ocasião, alegou cólica menstrual e diarreia. Ela disse ainda que, por sua menstruação ser desregulada desde os dez anos de idade, não desconfiou [da gravidez].

Após a consulta, teria retornado para Guaiçara, onde tomou banho. O relato da mulher indica ainda que ela teria sido surpreendida pelo bebê descendo, momento em que soube que estava nascendo um filho.

A jovem garantiu ter percebido que a criança estava sem vida, com o cordão umbilical cortado. Ela então teria limpado o bebê no chuveiro e colocado em cima da pia do banheiro para terminar o banho.

A mulher relatou que, em seguida, deixou o corpo em cima da cama e foi para um aniversário. No retorno, seu namorado teria sido informado sobre o ocorrido. O rapaz foi até sua casa, na companhia de seu pai, para conversar com o pai da jovem, que então teria acionado a Polícia Militar.

O suposto pai da criança contou que a namorada estaria tentando abortar há algum tempo, fazendo uso de medicamentos. Ele garantiu ainda que só foi avisado sobre o nascimento da criança após a morte.

A Polícia Civil solicitou o exame necroscópico e toxicológico do bebê. A mulher passou por atendimento médico e permaneceu internada. Ela ainda não foi ouvida formalmente.

A polícia vai apurar se houve crime de aborto, infanticídio (logo após o nascimento) ou se o caso não poderá sequer ser enquadrado como crime, caso a investigação constate aborto espontâneo.

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Carlos Rodrigues

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