Esportes

Corinthians x São Paulo: súmula relata gritos homofóbicos

O árbitro Wilton Pereira Sampaio teve de adiar a cobrança de um escanteio, logo no início do segundo tempo do clássico entre Corinthians e São Paulo, neste domingo, na Neo Química Arena, para avisar o quarto árbitro sobre o teor homofóbico de cantos proferidos por torcedores da equipe da casa.

“Cânticos homofóbicos estavam sendo entoados pela torcida do Sport Club Corinthians Paulista. Neste momento, o sistema de som do estádio solicitou que os cânticos fossem paralisados. Reitero que, após a comunicação do sistema de som do estádio, a equipe de arbitragem não identificou mais os cânticos desta natureza e a partida prosseguiu”, escreveu o juiz, na súmula do jogo, válido pela sétima rodada do Brasileirão.

O árbitro, que vai à Copa do Mundo deste ano, no Catar, ainda relata no documento oficial da partida que objetos foram arremessados ao gramado na primeira etapa, com o objetivo de atingir o lateral Reinaldo, do São Paulo.

“Foram arremessadas moedas e um isqueiro, sem acertá-lo (Reinaldo), vindo do local onde se encontrava a torcida do Sport Club Corinthians Paulista”, completou Sampaio, que também paralisou o clássico devido a sinalizadores nas arquibancadas.

O presidente corintiano Duílio Monteiro Alves se pronunciou a respeito do episódio que ocorreu no empate entre as equipes por 1 a 1. “A gente é totalmente contra esse tipo de canto. Hoje, todas as vezes que a torcida começou a cantar, a gente colocou no telão, a locutora do estádio reprimiu, porque a gente não acha correto, e o futebol está mudando”, declarou.

“A gente conversa com os torcedores, fazemos campanhas. No próprio jogo, a torcida já mudou o canto, parou de fazer a ofensa que estava fazendo. A gente tem que insistir nisso, que acabe todo tipo de discriminação. A gente está em 2022, isso tudo não faz mais sentido”, afirmou o dirigente.

Duílio alertou para a possibilidade de perda de mando de campo e multas ao clube. No Brasileirão do ano passado, por exemplo, o Fluminense foi punido com a multa de R$ 50 mil por cantos homofóbicos, entoados na 35ª rodada, diante do Internacional, em julgamento que ocorreu somente em janeiro deste ano.

O time carioca foi enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. Na ocasião, o telão do Maracanã também havia feito campanha contra a atitude, assim como ocorreu neste domingo, na casa alvinegra.

Agência Estado

Recent Posts

Santa Casa de Marília recebe doação de 210 travesseiros para leitos de internação

Campanha foi organizada pela empresária Márcia Tédde após identificar necessidade da instituição.

12 horas ago

Deputados defendem ampliação do programa de escola cívico-militar em Marília

Adesão de escola da zona norte reforça a atuação de Dani Alonso e Capitão Augusto…

13 horas ago

Assinatura digital e lacração impedem alteração em sistemas eleitorais

A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas…

13 horas ago

Polícia investiga suspeita de agressão contra idoso internado após cirurgia em Marília

A Polícia Civil instaurou investigação para apurar um caso de possível violência contra um idoso…

13 horas ago

Prouni 2026: divulgado resultado de nova chamada para o 2º semestre

Estudantes que participam do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo…

13 horas ago

This website uses cookies.