O gerente de marketing do Corinthians, Caio Campos, em conversa com o jornal O Estado de S.Paulo, revelou que se reuniu com representantes de sites de apostas, mas não especificou o nome das empresas. “Já conversamos. Apesar de ser recente a liberação, já conversaram com a gente sim”, disse. No entanto, afirmou também que não há nada sacramentado e que vem analisando outras propostas também.
“O patrocínio de sites de apostas é uma realidade na Europa. Na Inglaterra, eles são a Caixa de lá. Cada clube tem um site de apostas na camisa. Por que não usar aqui? Essa liberação ajuda bastante. É um novo dinheiro para entrar no negócio”, complementou Caio.
O mercado brasileiro de apostas eletrônicas sobre eventos esportivos é estimado em R$ 4,3 bilhões e, atualmente, explorado apenas por sites estrangeiros. Segundo a nova legislação, o Ministério da Fazenda será o responsável pela autorização e concessão das loterias de apostas e deverá regulamentar a atividade no prazo de dois anos, prorrogável por igual período, a contar da data de publicação da Lei (13/12/2018).
Fechar com um patrocinador master é a prioridade do departamento financeiro e também do marketing do Corinthians, mais até do que encontrar os “naming rights” da arena. A meta em faturamento com anunciantes estipulada para a próxima temporada é de R$ 64 milhões. E para bater esse valor o nome estampado na parte central da camisa é fundamental.
“Conto com patrocinador master no ano que vem. O foco de prioridade é o patrocinador. É um desejo da torcida e a gente tem capacidade para fechar. Agora não dá para fechar com qualquer nome. Tem que ser significativo”, explicou Caio.
O Corinthians recebia da Caixa aproximadamente R$ 25 milhões por ano. A expectativa da atual diretoria é receber um valor semelhante. O diretor financeiro do clube, Matias Romano Ávila, disse anteriormente que espera conseguir algo em torno de R$ 30 milhões e que espera que o acordo saia em janeiro.
O clube fechou 2018 com faturamento de R$ 38 milhões em patrocínio, abaixo da meta estipulada de R$ 87 milhões. O clube encerrou a temporada com sete marcas no uniforme: PES, Positivo, Foxlux, Agibank, Universidade Brasil, Ultra e Minds.
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