Vista aérea de Marília; cidades precisam revisar Plano Diretor a cada dez anos (Foto: Arquivo)
Projeto para revisão do Plano diretor de Marília – que deve ser enviado à Câmara Municipal nas próximas semanas – é aguardado com expectativa pela sociedade civil organizada. A lei aprovada em 2006 deve ser revista a cada dez anos. O atraso na aprovação de um novo texto é de seis anos.
A dúvida é se o novo regramento, que aponta diretrizes para ocupação e desenvolvimento urbano, vai considerar a contribuição popular – apelo à participação democrática – ou se restringir aos interesses dos grupos econômicos que atuam no mercado imobiliário.
Na tarde desta segunda-feira (21), o Conselho Municipal de Habitação e Política Urbana de Marília (CMHPU) apresentou resultado de amplo estudo, que teve cooperação de mais de 25 profissionais, e culminou com um documento de 134 páginas, com propostas da comunidade.
O trabalho teve o apoio do Conselho de Desenvolvimento Estratégico de Marília (Codem) e gerou um manual de fácil leitura, ilustrado, para aproximar a população das discussões.
O grupo analisou a cidade a partir das perspectivas de zoneamento urbano, densidade populacional nas diferentes regiões, equipamentos públicos disponíveis, mobilidade urbana, áreas mais propensas ao adensamento, proteção das margens dos itambés, entre outros aspectos.
A presidente do CMHPU, Mariana Valera, destacou que o estudo incluiu análise comparativo com muitos outros municípios, especialmente os que conseguiram avançar em política de desenvolvimento urbano.
A conselheiro apontou ainda algumas dificuldades, como a localização de alguns mapas, que delimitam o perímetro urbano de Marília. Parte das informações também não está disponível para estudos, o que dificultou os trabalhos.
EIXOS
As propostas para o desenvolvimento urbano estão baseadas em três principais eixos que, segundo Mariana, devem ser compreendidos como ativos, e não problemas.
“A rodovia, a linha férrea e os itambés normalmente são associados como obstáculos, mas na verdade são oportunidades. Marília é cercada de vales. Quando vemos lançamentos imobiliários, a propaganda sempre reforça a vista para o vale. Mas isso não precisa ser só para quem mora em condomínio”, exemplifica.
O modelo de desenvolvimento defendido pelo Conselho propõe uso dos corredores centrais para a mobilidade, tendo como principal ativo a linha férrea. As propostas visam ainda redução das ocupações nas margens dos vales, visando a preservação do Meio Ambiente.
O Conselho defende a submissão de grandes projetos – com impacto urbano e ambiental – à discussão em fóruns técnicos e populares.
Material completo elaborado pelo CMHPU pode ser acessado pela internet.
https://www.youtube.com/embed/kNrrKtR9MBA
Campanha foi organizada pela empresária Márcia Tédde após identificar necessidade da instituição.
Adesão de escola da zona norte reforça a atuação de Dani Alonso e Capitão Augusto…
A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impedem qualquer alteração nos programas…
A Polícia Civil instaurou investigação para apurar um caso de possível violência contra um idoso…
Estudantes que participam do processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni), referente ao segundo…
This website uses cookies.