Vereador Junior Féfin (PSL) é acusado por servidores municipais (Foto: Divulgação)
O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) publicou uma nota em que manifestou “profunda indignação” em relação à polêmica envolvendo o vereador Junior Féfin (PSL) no Pronto Atendimento (PA) da zona Sul de Marília esta semana.
“Segundo relatos dos profissionais de saúde, ele intimidou e agrediu verbalmente e fisicamente profissionais que exerciam as suas funções no PA Sul”, diz o pronunciamento oficial do conselho.
O Marília Notícia publicou uma matéria sobre o caso no dia do ocorrido. Na ocasião, o vereador não respondeu ao questionamento do portal sobre a polêmica.
No entanto, posteriormente ele publicou um vídeo em suas redes sociais a respeito do assunto, onde dá sua versão do ocorrido – veja no final do texto.
Coren
“É inadmissível, em qualquer circunstância, que uma autoridade adentre uma instituição de saúde para ofender e ameaçar equipes. Tal situação se torna ainda mais intolerável em um momento de pandemia, no qual, mais do que nunca, os trabalhadores da saúde têm arriscado suas vidas e enfrentando a sobrecarga de trabalho para garantir o acesso da população à saúde”, se posicionou o Coren.
“Ainda segundo relatos, o vereador teria dito que os profissionais ‘estavam matando as pessoas, dando medicamentos vencidos e que havia falta de insumos’. Caso o senhor Junior considere que há realmente falta de insumos, o Coren-SP orienta que tal tipo de cobrança e fiscalização seja direcionada à Prefeitura, órgão responsável por garantir as condições adequadas para a oferta de uma assistência digna e segura à população”, segue a nota.
“Além disso, cabe ressaltar que o papel do vereador é fiscalizar a atuação do Executivo e isso não se faz agredindo quem está na linha de frente da assistência”, completa.
O Coren afirma ainda que “não admite que a categoria seja penalizada por problemas de gestão da saúde municipal ou de falta de investimentos e ressalta que violência é crime”.
“Não se pode admitir que a enfermagem ou qualquer outra categoria da saúde sejam agredidas em seu ambiente profissional, em um momento em que deveriam ser amparados pelas autoridades”, consta na nota.
A entidade de classe também exige “um pedido de desculpas por parte do vereador” e afirma que “prosseguirá com a realização de um desagravo público”.
Féfin
Nesta sexta-feira (2) o vereador Junior Féfin respondeu ao contato do MN feito no dia anterior. Sobre o ocorrido no PA Sul, ele afirmou que no “dia da mentira é normal vir muita mentira”, fazendo menção à data do ocorrido, dia 1º de abril.
“A verdade sempre prevalecerá, mesmo que às vezes leve um tempinho”, declarou Féfin, que além de vereador, é membro da Polícia Federal.
Ele também informou à reportagem que se manifestou sobre o caso por meio de um vídeo, de 15 minutos, publicado em suas redes sociais, que pode ser visto abaixo.
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