Marília

Conselho dá aval para fusão da Expresso de Prata e Piracicabana

A empresa Expresso de Prata, que atende Marília com cerca de 70 destinos com embarque na cidade, recebeu aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para fusão com a Viação Piracicabana S.A., controlada pelo Grupo Comporte, comandado pela família Constantino Oliveira. Decisão que autoriza a transação foi publicada no Diário Oficial da União.

O órgão que analisa Atos de Concentração, para evitar que as fusões comprometam o mercado, deu parecer favorável. O Conselho atendeu ao pedido “sem restrições”, em decisão assinada pela superintendente-geral substituta, Patrícia Alessandra Morita Sakowski.

Conforme o site especializado Diário do Transporte, a operação com o Grupo Comporte já havia sido realizada no início do ano. A Expresso de Prata passa a ser comandada por um verdadeiro império dos transportes no Brasil, que tem participações – inclusive – na aviação.

Já o grupo que comprou a companhia regional atua em 12 estados e no Distrito Federal, atendendo a mais de 700 cidades, com 7,2 mil ônibus, entre urbanos, suburbanos, fretamento e rodoviários.

Entre os ativos da Expresso de Prata está a expertise de quase 100 anos de atuação no mercado, cerca de 190 veículos e dezenas de linhas estratégicas que vão da divisa com Mato Grosso do Sul até o Litoral.

O Marília Notícia questionou a empresa sobre eventuais mudanças na marca e nas linhas que atendem a Marília. Até a publicação desta reportagem, o setor de marketing e comunicação da empresa ainda não havia respondido.

PIONEIRISMO

A história da empresa bauruense começou em 1927, quase ao mesmo tempo que a história de seu fundador, o pioneiro Angelo Franciscato.

Filho de imigrantes italianos, Franciscato chegou ainda criança em Piracicaba, acompanhado apenas da mãe e da responsabilidade de cinco irmãos menores para sustentar.

Conseguiu emprego numa fábrica de tecidos, onde trabalhava dia e noite para poder pagar o aluguel de uma pequena casa e ajudar no sustento da família.

Trabalhou em uma fábrica de parafusos, de onde passou para a oficina da Ford de Piracicaba. Guardou economias para realizar o seu sonho: adquirir uma jardineira usada e abrir uma linha de transporte de passageiros entre Piracicaba e Torrinha.

O sonho foi realizado em 1927. Franciscato, aos 19 anos, era motorista, cobrador, mecânico e contava com apenas um funcionário para revezamento.

Como os negócios caminhavam bem, montou uma pequena oficina, onde começou a montar suas próprias jardineiras. Em 1933, já tinha três jardineiras de 15 lugares cada.

Em 1934, inaugurava a primeira linha de ônibus que ligava Bauru a Agudos, Lençóis Paulista, Areiópolis, Aparecida, São Manuel e Botucatu.

A empresa familiar se expandiu e se modernizou através dos filhos do fundador. Atualmente, conforme o site institucional, são mais de 70 agências informatizadas e 21 garagens.

Carlos Rodrigues

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