Política

Congresso quer usar recursos da Previdência para emendas

O Congresso quer tirar recursos previstos para o pagamento de benefícios previdenciários e direcioná-los a obras e ações de interesse parlamentar.

A estratégia é amparada em uma expectativa de economia maior com a reforma da Previdência aprovada em 2019, mas a área econômica é contra a medida porque a realocação de recursos pode colocar em risco uma despesa que é obrigatória.

Além disso, o reajuste maior do salário mínimo, para R$ 1,1 mil, deixou quase nenhuma margem de manobra dentro do Orçamento.

Os parlamentares estão de olho nas despesas com a Previdência depois de verem frustrada a tentativa anterior de abrir espaço no Orçamento. Patrocinados pelo presidente Jair Bolsonaro, eles queriam retirar os gastos com o Bolsa Família do alcance do teto de gastos.

Emendas parlamentares já estavam engatilhadas para preencher o espaço deixado pelos quase R$ 35 bilhões previstos para o programa social. O ministro da Economia, Paulo Guedes, teve de entrar em campo para desarmar o movimento.

A pressão inicial mirava em R$ 16,5 bilhões em gastos com Previdência, mas fontes que participam das discussões reconhecem que até mesmo o relator do Orçamento, senador Marcio Bittar (MDB-AC), está reticente em bancar um remanejamento dessa monta

Congressistas também querem tirar cerca de R$ 5 bilhões destinados ao auxílio-doença e ao Plano Safra para contemplar ações de três ministérios do governo: Desenvolvimento Regional, Infraestrutura e Agricultura. O que tem barrado o sucesso desses movimentos até agora é a dificuldade do relator em encontrar os espaços e justificar os cortes. Bittar disse que “tudo é legítimo, mas não tem cobertura”. “Vou fazer o melhor possível ”

O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Felipe Salto, diz não ver “muita gordura” nos gastos com o INSS, que na projeção da entidade devem ficar em R$ 704,6 bilhões, já considerando efeitos da reforma de 2019.

“A despesa obrigatória só deveria ser revista se, de fato, houver justificativa técnica plausível, a exemplo de uma revisão de parâmetros macroeconômicos ou constatações sobre a evolução dos benefícios emitidos. Não dá para se cogitar mudar projeções de despesas como esta, a mais importante do orçamento primário, porque parlamentares querem”, diz Salto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Carlos Rodrigues

Recent Posts

Dani Alonso e Capitão Augusto lamentam acidente aéreo em Marília

Parlamentares emitiram nota de pesar pela tragédia (Foto: Divulgação) A deputada estadual Dani Alonso (PL)…

4 horas ago

Avião cai ao lado do aeroporto de Marília e deixa dois mortos

Bombeiros trabalham para controlar incêndio após queda de aeronave registrada em Marília (Foto: Divulgação) Um…

7 horas ago

Polícia identifica vítimas da queda de avião em Marília

Gabriel Maloni era uma das vítimas que morreu no acidente de avião em Marília (Foto:…

7 horas ago

Investigação mobiliza Polícia Federal, Civil e Aeronáutica; Cenipa é aguardado em Marília

Policiais federais e civis aguardam peritos do Cenipa (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia) A queda de…

7 horas ago

Vídeo mostra desespero e mobilização após queda de avião

Um vídeo gravado nos instantes seguintes à queda do avião na sede da AABB, ao…

7 horas ago

Comissão da Câmara aprova redução da maioridade penal para 16 anos

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou,…

7 horas ago

This website uses cookies.